Porto Velho adota tecnologia inovadora para combater dengue com mosquitos
A capital de Rondônia implementa o Método Wolbachia, que utiliza mosquitos para reduzir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Porto Velho está adotando uma abordagem inovadora no combate à dengue e outras arboviroses com a implementação do Método Wolbachia. Essa tecnologia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam uma bactéria natural chamada Wolbachia, que impede a proliferação dos vírus da dengue, zika e chikungunya dentro do inseto.
O projeto, que é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, já é utilizado em várias partes do Brasil há mais de dez anos e agora chega à capital de Rondônia. O novo insetário em Porto Velho recebe ovos enviados de Curitiba, que passam por todo o ciclo de desenvolvimento até se tornarem mosquitos adultos.
Após o desenvolvimento, os mosquitos são liberados em bairros da cidade pelas equipes da Prefeitura. Ao cruzarem com os mosquitos Aedes aegypti já existentes, eles transmitem a bactéria Wolbachia para as futuras gerações, aumentando gradualmente a população de mosquitos incapazes de transmitir os vírus.
O biólogo e pesquisador da Fiocruz, Diogo Challegre, enfatizou a importância de informar a população sobre essa nova estratégia. Ele destacou que, embora a eliminação do mosquito continue sendo essencial, essa nova abordagem traz um aliado no combate às arboviroses, com resultados positivos já verificados em outros locais, como em Niterói (RJ), onde houve uma redução de 89% dos casos de dengue.
A expectativa é que mais de 276 mil moradores em 27 bairros de Porto Velho sejam beneficiados com a nova tecnologia. O prefeito Léo Moraes reforçou a importância da inovação no combate à dengue, ressaltando que a participação da comunidade continua sendo fundamental para o sucesso das ações de combate aos focos do mosquito.
Fonte: Portal Amazônia