Incêndios no Amazonas diminuem após intensa ação de brigadistas
Nos últimos cinco dias, mais de 300 focos de incêndio foram extintos no Amazonas. Atualmente, o estado conta com 188 focos ativos, segundo o Inpe.

Manaus – A força-tarefa que combate incêndios florestais no Amazonas obteve sucesso significativo nos últimos dias, conseguindo extinguir mais de 300 focos de incêndio. Após um pico de 494 novos focos registrados no dia 10 de outubro, o estado agora reporta 188 focos ativos de acordo com o painel Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que a força-tarefa é composta por 330 brigadistas, que atuam sob a coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, foram deslocadas para a região 11 aeronaves, 32 veículos terrestres e oito embarcações para auxiliar no combate aos incêndios.
João Paulo Capobianco, ministro do MMA, destacou que muitos dos focos de incêndio são resultado de ação humana intencional. As polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas estão em investigação para identificar a origem desses incêndios, que têm gerado preocupação nas autoridades.
Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), afirmou que a maioria dos incêndios na Amazônia é provocada por atividades humanas. Ela também lembrou que, embora raios possam iniciar incêndios, isso ocorre em condições específicas e raramente em períodos de chuva.
O uso do fogo na vegetação é geralmente proibido pela legislação brasileira, exceto em situações específicas que requerem autorização. O período de estiagem, que vai de agosto a novembro, é crítico para a propagação do fogo na região, e a situação se agravou devido ao fenômeno do El Niño, que afeta as condições climáticas e aumenta a irregularidade das chuvas. Alencar alerta que a região deve se preparar para um aumento nos focos de incêndio nos próximos meses, especialmente à medida que os efeitos do El Niño se intensificam.
Fonte: D24AM