Influencer gera polêmica ao gravar vídeo em meio aos escombros na Venezuela
Gianpero Fusco, influenciador venezuelano, é criticado por vídeo sem camisa em áreas devastadas por terremotos. Reações negativas nas redes sociais o levaram a se retratar.

O influenciador venezuelano Gianpero Fusco se tornou alvo de críticas nas redes sociais após publicar um vídeo onde aparece sem camisa e descalço, caminhando entre os escombros causados pelos recentes terremotos na Venezuela. O vídeo, gravado na cidade de La Guaira, exibe prédios destruídos e áreas severamente afetadas pelo desastre natural que atingiu o país na semana passada.
A publicação gerou uma onda de reações negativas, com internautas acusando Fusco, que conta com mais de 980 mil seguidores, de transformar uma tragédia em uma oportunidade de ganhar visibilidade. Essa situação gerou um intenso debate sobre a responsabilidade dos influenciadores em momentos delicados como este.
Esse não foi o primeiro episódio polêmico envolvendo Fusco durante a cobertura da tragédia. Antes, o influenciador havia feito declarações controversas, afirmando que pessoas “obesas” ou “magricelas” enfrentariam mais dificuldades em ajudar familiares durante um terremoto. Esse comentário também provocou uma forte reação pública, levando a uma avalanche de críticas.
Após a repercussão negativa, Gianpero Fusco decidiu apagar a publicação original e gravou um vídeo de retratação. Nele, o influenciador alegou que suas falas haviam sido tiradas de contexto e que não tinha noção da magnitude do desastre. “Meu vídeo ficou fora de contexto. Eu não imaginei a dimensão da tragédia que aconteceu na Venezuela”, disse ele, justificando suas ações.
Nesta segunda-feira (29), a capital venezuelana, Caracas, foi novamente abalada por um tremor de magnitude 4,6, conforme relatado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Apesar do susto, as autoridades não registraram novos danos significativos. Os terremotos ocorridos na quarta-feira (24) já deixaram cerca de 1.500 mortos e causaram o colapso de muitas estruturas, levando a um esforço internacional de ajuda humanitária com suporte de 24 países.
Fonte: D24AM