Influenciadora Fefe Schneider critica funk sexual com menores em debate
Fefe Schneider levanta discussão sobre a normalização de conteúdos sexuais em músicas dirigidas a jovens. Ela destaca a responsabilidade na criação artística.

A influenciadora Fefe Schneider gerou polêmica nas redes sociais ao criticar uma música de funk considerada imprópria, que faz referência a relacionamentos com menores de idade. Fefe não está atacando o gênero musical em si, mas sim a normalização de letras que abordam temas sexuais de forma irresponsável.
A canção que provocou a discussão é intitulada "Eu Só Quero As de 14", do DJ Alan DF. Em uma parte da letra, a música menciona: "Aqui tem 14. Eu tô botado os pais. Não tô respeitando, que se f***. Não tem festa de 15 anos. De 12 nós cria. De 13 nós cria. E quando faz 14. Eu só quero as de 14." Essas palavras geraram indignação e reflexão sobre o que é aceitável em produções voltadas ao público jovem.
Fefe explica que o problema não está em qualquer estilo musical, mas na normalização de conteúdos que não deveriam ser aceitos. Segundo ela, certas letras podem ser consideradas criminosas. "Cresci ouvindo músicas com letras provocativas, e isso sempre existiu. Adultos têm o direito de consumir conteúdos voltados para eles, mas há uma grande diferença entre a sexualidade adulta e a inclusão de crianças em narrativas desse tipo", afirmou a influenciadora.
A influenciadora acrescentou que não acredita que a censura resolva todos os problemas, nem que o cancelamento de pessoas na internet seja a solução ideal. "Precisamos reavaliar determinadas situações e reconhecer quando algo ultrapassa os limites do aceitável", ressaltou Fefe. Para ela, a falta de questionamento sobre certas questões faz com que elas se tornem comuns, mas não necessariamente normais.
Fefe Schneider reafirmou que o debate em questão não diz respeito ao funk, à cultura periférica ou à liberdade artística, mas sim à necessidade de não ignorar conteúdos que precisam ser discutidos, como a letra da música mencionada. É crucial que a sociedade mantenha um olhar crítico sobre o que é promovido e consumido, especialmente quando se trata de influenciar as gerações mais jovens.
Fonte: D24AM