Iniciativa Energias da Floresta discute acesso à energia na Amazônia
Entre 10 e 14 de agosto, uma oficina promoveu debates sobre soluções para a universalização do acesso à energia elétrica nas comunidades amazônicas, reunindo 50 organizações.

Entre os dias 10 e 14 de agosto, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no oeste do Pará, foi palco da primeira Oficina de Imersão e Capacitação do projeto Sandbox Regulatório Energias da Floresta. A iniciativa, que contou com a presença de cerca de 70 participantes de 50 instituições, teve como objetivo discutir soluções para a universalização do acesso à energia elétrica nas comunidades da Amazônia.
Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), com apoio do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o encontro se deu em um cenário onde muitas comunidades enfrentam sérios problemas de fornecimento de energia. Durante as discussões, foi destacado que, em alguns locais, a energia é insuficiente, levando os moradores a conviverem com períodos de escuridão durante a noite.
O evento se destacou pela abordagem inovadora, que priorizou as necessidades e realidades dos territórios, buscando criar um ecossistema de inovação e experimentação regulatória. “O mais importante foi ver as pessoas conversando, pensando e propondo soluções inovadoras”, ressaltou Vinícius Oliveira da Silva, pesquisador do IEMA, enfatizando a importância dessa nova forma de pensar sobre o fornecimento de energia.
Os participantes foram divididos em grupos de trabalho que discutiram desafios e formularam propostas de projetos-piloto. A escolha da Resex Tapajós-Arapiuns não foi por acaso, já que o local abriga comunidades que dependem diretamente da floresta e dos rios para suas atividades econômicas. O IEMA aponta que mais de 84 mil unidades produtivas na região ainda carecem de energia elétrica, o que impacta negativamente a qualidade de vida e a autonomia econômica dessas comunidades.
A proposta do Sandbox Regulatório Energias da Floresta visa desenvolver soluções que garantam acesso à energia renovável e confiável, respeitando as particularidades de cada comunidade amazônica. Para Maria Reginalva Alves Godinho, liderança comunitária, a escuta das comunidades é essencial para que as soluções levem em conta as especificidades locais e promovam a qualidade de vida das pessoas que vivem na Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia