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Inovações tecnológicas garantem segurança alimentar para Yanomami

Tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros visam fortalecer a segurança alimentar dos povos da Terra Indígena Yanomami, com foco em culturas essenciais como mandioca, banana e abacaxi.

Ana Beatriz Souza2 min de leiturasegurança alimentar, Yanomami, tecnologia
Inovações tecnológicas garantem segurança alimentar para Yanomami
Foto: Foto: Tiago Edvaldo

Pesquisas voltadas para a segurança alimentar na Terra Indígena Yanomami (TIY) foram iniciadas com base nas necessidades das populações locais, visando o fortalecimento de culturas que integram sua alimentação tradicional. Nesse contexto, a Embrapa, em colaboração com instituições parceiras, está transferindo uma metodologia inovadora para a multiplicação de mudas de mandioca, garantindo sanidade e identidade genética.

A técnica chamada Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca (EPMM) foi desenvolvida em parceria com o Instituto Biofábrica da Bahia (IBB) e faz parte de um conjunto de tecnologias que também inclui mudas de banana e abacaxi mais produtivas e resistentes a doenças. Essa iniciativa faz parte do plano de segurança alimentar e nutricional do governo federal, que teve início em 2024, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada na Bahia, foi escolhida para coordenar as atividades até 2027, com um investimento de aproximadamente R$ 2,2 milhões. A unidade é responsável pelo desenvolvimento e transferência de técnicas de produção de mudas, incluindo a criação de viveiros e câmaras de termoterapia para garantir a sanidade das plantas e a implementação de novas variedades que atendam às necessidades nutricionais dos indígenas.

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Com a prática do EPMM, as comunidades indígenas podem multiplicar mudas de mandioca em larga escala, mantendo a identidade genética das variedades locais. De acordo com o engenheiro agrônomo da Embrapa, Herminio Rocha, essa técnica permite que um lote de 100 mudas se transforme em 400, otimizando a produção e aumentando a disponibilidade de alimentos essenciais para as comunidades.

Além disso, o projeto contempla a criação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) para capacitação de extensionistas e comunidades sobre técnicas de plantio e manejo. Até 2026, estão previstas a instalação de câmaras de termoterapia e estufas em diferentes locais da TIY, com o objetivo de validar materiais genéticos alinhados às condições locais e preferências alimentares, contribuindo para a soberania alimentar dos povos Yanomami.

Fonte: Portal Amazônia

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