Inpa e Shell Brasil criam centro para recuperação da Amazônia
O Inpa e a Shell Brasil lançaram o Cibrad, um centro focado na recuperação de áreas degradadas na Amazônia com investimento de R$ 18,7 milhões.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Shell Brasil anunciaram o lançamento do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (Cibrad). Este centro terá como foco o desenvolvimento de soluções inovadoras para a recuperação de áreas degradadas na Amazônia, uma região que, segundo dados recentes, possui cerca de 20% de suas áreas desflorestadas, representando aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.
O Cibrad receberá um investimento inicial de R$ 18,7 milhões da Shell Brasil, por meio da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Sediado no Inpa, em Manaus, o centro integrará esforços de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação, unindo o governo, a comunidade científica, empresas e startups em prol da recuperação florestal.
A proposta do Cibrad é fortalecer as cadeias produtivas de espécies nativas, conservar recursos genéticos e estimular novos negócios relacionados à restauração florestal e ao mercado de carbono. Além disso, a iniciativa também prevê a modernização da infraestrutura de pesquisa do Inpa, um passo importante para potencializar os estudos na área.
Segundo Dorival dos Santos, secretário da Subsecretaria para a Amazônia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Cibrad representa um marco para a ciência brasileira e para o futuro da Amazônia. Ele acredita que o centro se tornará uma referência internacional em biotecnologia aplicada à restauração florestal, destacando a importância de proteger a floresta e gerar conhecimento a partir dela.
O Cibrad conta com um consórcio de projetos que envolve instituições de pesquisa de todos os nove estados da Amazônia Legal. Entre os projetos estão o NanoRad’s 2.0, que utiliza tecnologias bio e nanotecnológicas para acelerar plantios florestais, e o Amazon GeneBank, que apoia programas de melhoramento genético e conservação de sementes e microrganismos. O coordenador do Cibrad, José Francisco de Carvalho Gonçalves, ressaltou que a iniciativa visa não apenas a domesticação de novas espécies, mas também o aprimoramento daquelas com cadeias produtivas já consolidadas.
Fonte: Portal Amazônia