Instituto Bicho DÁgua avança na conservação da costa amazônica com foco sustentável
O Instituto Bicho DÁgua inicia nova fase para expandir sua atuação na Amazônia, participando do programa Impulso PRIO para fortalecer a gestão e sustentabilidade financeira.

O Instituto Bicho DÁgua, uma organização paraense reconhecida pela sua dedicação à conservação da biodiversidade na costa amazônica, está dando início a uma nova fase de desenvolvimento. O objetivo é ampliar sua atuação na região Norte do Brasil, buscando um crescimento sustentável que beneficie tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.
No mês de julho, os cientistas Renata Emin e Reginaldo Medeiros participaram do encontro intermediário do Impulso PRIO, um programa de aceleração focado no desenvolvimento de 11 organizações socioambientais. Durante 11 meses, essa iniciativa oferece suporte para fortalecer a gestão, a sustentabilidade financeira e a capacidade de execução dos projetos das organizações parceiras.
Com mais de uma década de atuação na conservação dos ecossistemas costeiros da Ilha de Marajó, o Instituto Bicho DÁgua contribuiu para aumentar o número de espécies marinhas registradas no litoral paraense de cinco para 23. Entre essas espécies estão o peixe-boi-marinho, o boto-cinza, a baleia-de-Bryde e a baleia-fin, além de diversas outras espécies de baleias e golfinhos oceânicos.
Além disso, o Instituto realiza pesquisas com mamíferos aquáticos, aves e tartarugas marinhas, cobrindo praticamente todo o litoral do Pará. Ele também promove um monitoramento participativo na comunidade pesqueira de Soure, onde moradores ribeirinhos relatam avistamentos de peixes-boi, e mantém uma rede de informantes, incluindo pescadores e órgãos ambientais, para monitorar ocorrências de encalhes e animais debilitados.
A participação do Instituto no programa Impulso PRIO é considerada estratégica para enfrentar os desafios da operação na Amazônia. A organização monitora cerca de 120 quilômetros de praias e está focada em transformar sua excelência científica em uma estrutura de gestão robusta, capaz de garantir a continuidade das ações de conservação e engajar cada vez mais pessoas na proteção da biodiversidade amazônica.
Fonte: Portal Amazônia