Interesse dos brasileiros pela cultura coreana atinge 76%, aponta pesquisa
Uma pesquisa da Serasa revela que 76% dos brasileiros têm curiosidade pela cultura coreana, impactando hábitos de consumo e estilo de vida.

Manaus - Uma pesquisa recente conduzida pela Serasa, em colaboração com o Instituto Opinion Box e com o apoio do Centro Cultural Coreano no Brasil, revela que 76% dos brasileiros manifestam interesse ou curiosidade pelo universo coreano.
A Hallyu, ou onda cultural sul-coreana, vai além do mero entretenimento e tem influência significativa nos hábitos de consumo no Brasil. De acordo com o levantamento, 29% dos participantes compram produtos relacionados à cultura coreana mensalmente, enquanto 21% fazem essas aquisições a cada dois ou três meses.
Além disso, a pesquisa revelou que quase 49% dos entrevistados já gastaram mais do que o planejado em produtos, eventos ou experiências ligadas à cultura da Coreia do Sul. Entre os consumidores que admitiram esse comportamento, 16% usaram o limite do cartão de crédito para essas compras e outros 16% confessaram ter comprado por impulso.
Com relação aos gastos mensais, 47% dos brasileiros interessados na cultura coreana gastam até R$ 250, enquanto 18% ultrapassam os R$ 500. Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, comenta: "Esses dados mostram como a cultura coreana se tornou parte do estilo de vida de muitos brasileiros, influenciando a economia e hábitos de consumo. Embora alguns façam compras por impulso, muitos ainda se preocupam em manter os gastos dentro do orçamento".
O interesse pelo universo coreano também reflete mudanças significativas no comportamento e nos objetivos pessoais dos brasileiros. A pesquisa indica que 47% dos entrevistados começaram a pesquisar mais sobre a Coreia do Sul e a experimentar novos alimentos, enquanto 41% se dedicaram a estudar o idioma coreano. Jeonghee Jeong, diretora do Centro Cultural Coreano no Brasil, destaca que o interesse pela Coreia se transformou em um desejo genuíno de aprender e explorar a cultura, afirmando: "Nosso papel é acolher essa curiosidade e oferecer caminhos gratuitos e acessíveis para aprofundá-la".
Fonte: D24AM