Investigação nos EUA apura falhas na divulgação de arquivos de Epstein
O Departamento de Justiça dos EUA inicia uma investigação para verificar falhas na divulgação dos registros do caso Jeffrey Epstein, revelando preocupações sobre privacidade.

Nesta quinta-feira, 23 de novembro, o órgão de fiscalização interna do Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o início de uma investigação sobre possíveis falhas na divulgação dos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A auditoria será realizada pelo escritório do inspetor-geral e buscará analisar se o departamento cumpriu a legislação que exige a liberação dos documentos.
A investigação irá focar em como os registros foram coletados, analisados e editados antes de serem tornados públicos. Além disso, o órgão examinará as preocupações que surgiram em relação à privacidade após a divulgação dos arquivos, especialmente por conta de relatos de sobreviventes que afirmaram que suas informações pessoais foram expostas devido a erros nas tarjas de proteção aplicadas aos documentos.
Jeffrey Epstein, que faleceu em agosto de 2019 em uma cela de prisão em Nova York, foi acusado formalmente de tráfico sexual um mês antes de sua morte. O caso ganhou notoriedade mundial, envolvendo alegações contra diversas figuras influentes e gerando um intenso debate sobre a justiça e a proteção das vítimas.
A nova investigação também se debruçará sobre como o governo lidou com as preocupações sobre privacidade após a liberação dos arquivos. Críticos apontaram que a divulgação não apenas expôs as vítimas, mas também levantou questões sobre a possível omissão de trechos que poderiam prejudicar o ex-presidente Donald Trump.
Este caso se tornou um dos assuntos mais delicados dentro do Departamento de Justiça durante a administração de Trump. Inicialmente, o governo havia decidido não divulgar novos registros, mas mudou de postura após a aprovação de uma lei pelo Congresso, levando a novas críticas após a liberação dos documentos. A auditoria representa uma das primeiras grandes revisões internas do Departamento de Justiça desde o começo do segundo mandato de Trump.
Fonte: D24AM