Investigação revela tentativas de interromper comício de Roberto Cidade
Após ataque a um capitão da PM durante comício, suspeitos indicam ordens para interromper evento. Polícia Civil investiga as motivações por trás do ataque.

Manaus – Um ataque a tiros contra um capitão da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) ocorreu enquanto ele estava na preparação de um comício no bairro Novo Israel, zona norte de Manaus. O incidente, que aconteceu na noite de quarta-feira (3), é considerado uma tentativa de interromper a campanha do candidato Roberto Cidade, do partido União Brasil.
Segundo os relatos dos dois homens detidos após o ataque, foi dada uma ordem para que eles disparassem e fizessem com que a estrutura da campanha deixasse o local. Um dos suspeitos afirmou que a orientação recebida era apenas para dar tiros para o alto, com o objetivo de expulsar a campanha de Roberto Cidade da área.
Entretanto, o plano tomou um rumo inesperado e resultou em um capitão da PM sendo baleado. O policial, identificado como Israel Queiroz, estava presente na região quando os disparos foram feitos. Graças à pronta intervenção, ele foi socorrido e não corre risco de vida.
Durante os depoimentos, um dos suspeitos mencionou um indivíduo conhecido como Macaco, alegando que ele foi quem fez o contato que resultou na ação. De acordo com seu relato, Macaco teria indicado um homem chamado Gordinho, que supostamente participou da ação de forma direta. O suspeito também mencionou um “patrão” ligado a um grupo criminoso como responsável pela ordem, mas não soube informar quem seria.
O segundo suspeito apresentou uma versão diferente, citando um homem chamado Carlos, ou CL, como a pessoa que lhe teria dado a ordem para disparar. Ele não forneceu o sobrenome e afirmou que Carlos estaria no Rio de Janeiro. Outros relatos indicam que o objetivo não era interromper qualquer atividade política, mas especificamente tirar a campanha de Roberto Cidade do local. Um dos suspeitos até afirmou que havia uma determinação para impedir eventos relacionados ao ex-governador Wilson Lima, ressaltando que a ordem era para não permitir campanhas de ambos os políticos.
A Polícia Civil do Amazonas (PCAM) está conduzindo a investigação para esclarecer as motivações por trás do ataque e determinar quem estaria por trás dessa tentativa de cercear as atividades políticas na região.
Fonte: D24AM