Jared Leto é acusado de conduta sexual criminosa por quatro mulheres em documentário
Jared Leto é acusado de conduta sexual criminosa por quatro mulheres em documentário da BBC, com relatos detalhados de vítimas sobre episódios ocorridos quando eram adolescentes.

O vencedor do Oscar e vocalista do Thirty Seconds to Mars, Jared Leto, está sendo acusado de conduta sexual criminosa por quatro mulheres, segundo um documentário da BBC divulgado nesta quarta-feira (29).
No documentário "Jared Leto: O Segredo Obscuro de Hollywood", dez mulheres apresentaram diferentes acusações contra o artista. Nove delas compartilharam suas histórias pela primeira vez, enquanto quatro relataram comportamentos criminosos.
A BBC utilizou nomes fictícios para as quatro vítimas: Isabel, Alex, Clara e Etta. Isabel, agora com mais de 40 anos, afirmou que foi agredida sexualmente no banheiro de um motel nos Estados Unidos quando tinha 17 anos. Ela relatou que concordou em se encontrar com Leto em seu hotel, mas ao chegar, encontrou um motel "imundo e decadente". O artista teria feito ela entrar no chuveiro com ele e verificado o corredor antes de deixá-la sair do quarto, para se certificar de que não havia testemunhas.
Alex relatou que sua agência foi convidada para um show do Thirty Seconds to Mars em Londres, em 2013. Ela, então com 19 anos, foi convidada pela assistente de Leto para uma festa, onde conheceu o artista e mentiu dizendo que tinha 17 anos. Segundo Alex, ela omitiu a idade como tentativa de se proteger. Leto teria respondido: "Idade é só um número, e, de qualquer forma, estamos na Europa". Após a festa, a assistente de Leto deixou Alex com ele em um quarto de hotel, onde ela foi ameaçada de violência sexual. Alex pediu um carregador de celular e dinheiro para voltar para casa, mas o artista negou. Ele teria dito que, se ela dormisse, seria abusada.
Clara alegou que teve relações sexuais com Leto quando tinha 17 anos e ele 34. Ela foi abordada por um conhecido do artista nos bastidores de um show do Thirty Seconds to Mars, em 2006, e levada para a casa dele, na Califórnia. Clara afirmou que conversou com Leto sobre a idade de consentimento, mas ele não demonstrou preocupação. Segundo ela, Leto disse: "Gostaria que você me chamasse de papai" e sugeriu que ela fingisse ser uma menininha.
Etta afirmou que foi aliciada por Leto, que teria feito ligações telefônicas de teor sexual explícito quando ela tinha 18 anos. Ela disse que Leto passou seu número para um amigo, identificado como Christian, que pediu para ela gravar filmes pornográficos e comentou não se importar com o fato de ela ser menor de idade. Etta declarou que não ficaria surpresa se Christian fosse, na verdade, Leto se passando por outra pessoa. O músico enviou um acordo de confidencialidade para impedi-la de falar sobre as conversas, mas ela se recusou a assiná-lo.
Fonte: D24AM