Jirau Energia e UNIR inauguram espaço com gravuras rupestres e plataforma digital
Em Porto Velho, Jirau Energia e UNIR inauguram um espaço com 16 gravuras rupestres e lançam a plataforma digital Tainacan, que abriga até 500 peças arqueológicas.

No dia 23 de abril, a Jirau Energia e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) realizaram a inauguração de um novo espaço expositivo em Porto Velho, que conta com 16 blocos de gravuras rupestres. Essa iniciativa marca um importante passo na preservação do patrimônio arqueológico da região do médio rio Madeira.
Durante a cerimônia, estiveram presentes representantes da Jirau Energia, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além de membros da reitoria da UNIR e alunos do curso de Arqueologia. O novo espaço, localizado no campus José Ribeiro Filho, é dedicado a registrar a história dos povos originários que habitaram a área há milhares de anos.
A estrutura foi criada como parte das medidas compensatórias do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural (PGPAHC), que está vinculado ao licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Jirau. Antes de serem transferidos para a universidade, os blocos passaram por um processo de limpeza especializada e foram posicionados em uma área de aproximadamente 350 m², que está aberta à visitação pública.
A plataforma digital Tainacan também foi lançada como parte dessa iniciativa, reunindo imagens e dados técnicos de até 500 peças arqueológicas, coletadas em projetos acompanhados pelo curso de Arqueologia da UNIR. O projeto foi viabilizado pela Jirau Energia, com a execução da M Quatro Soluções Ambientais, que cuidou da digitalização e organização do acervo.
A Reitora da UNIR, Marília Cotinguiba, destacou a importância do acervo para a preservação da memória cultural, afirmando que a salvaguarda de artefatos arqueológicos é crucial para a identidade de um povo. Por sua vez, Edson Silva, Diretor-Presidente da Jirau Energia, expressou orgulho pela inauguração do espaço, ressaltando que iniciativas como essa geram impactos positivos na educação e pesquisa, fortalecendo o desenvolvimento regional de Rondônia.
Fonte: Portal Amazônia