Jovem de 12 anos cria eco cápsula com resíduos de cana-de-açúcar em Macapá
Benjamin Pereira, um estudante de 12 anos, desenvolveu uma eco cápsula inovadora usando fibras de cana-de-açúcar, visando o reuso no plantio de novas espécies.

Em Macapá, no Amapá, um jovem pesquisador de apenas 12 anos, Benjamin Pereira de Brito, desenvolveu uma eco cápsula utilizando resíduos de cana-de-açúcar. O projeto inédito utiliza as fibras desse material para proteger sementes e auxiliar no crescimento das plantas, promovendo um modelo sustentável de reaproveitamento.
A ideia para a eco cápsula surgiu após Benjamin ler sobre a produção de cana-de-açúcar no Brasil. Com a orientação da professora Soraya Cristina Leal, do Instituto Nacional Leva Ciência, ele transformou sua ideia em um projeto científico que visa dar uma nova utilidade às fibras que seriam descartadas, promovendo a replantação de novas espécies.
“Eu li um artigo na internet em 2024 que dizia que o Brasil era um dos maiores produtores de açúcar do mundo. Então eu pensei em reutilizar essa cana para construir uma eco cápsula que ia proteger as sementes e ajudar o meio ambiente”, explicou Benjamin. Ele realizou diversos testes em laboratório para avaliar a eficácia do projeto, garantindo que o material não causasse impactos negativos no solo ou no meio ambiente.
Para pôr a teoria em prática, Benjamin e sua professora plantaram mudas e doaram parte das cápsulas para a 22ª Brigada de Infantaria de Selva. “Me senti muito feliz com os resultados porque é uma forma de contribuir com o planeta Terra e fazer com que a gente consiga sobreviver mais nele”, afirmou o estudante sobre sua experiência.
Atualmente, Benjamin continua seus estudos buscando novas formas de plantio e testando o material em diferentes tipos de solo e condições ambientais. A meta é descobrir como a eco cápsula pode ser uma solução para pequenas áreas de reflorestamento, enquanto a professora Soraya destaca a importância de projetos científicos para inspirar jovens a buscarem soluções para problemas cotidianos.
Fonte: Portal Amazônia