Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros recomeça hoje no Rio de Janeiro
A Justiça do Rio de Janeiro dá continuidade ao julgamento de Jairinho e Monique, acusados pela morte do menino Henry Borel, nesta segunda-feira (25).

Hoje, dia 25 de setembro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro retoma o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros. Os dois respondem pelo trágico falecimento do menino Henry Borel, que tinha apenas 4 anos na época de sua morte, em março de 2021.
A sessão acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, localizado no Centro do Rio de Janeiro, sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro. O júri popular foi iniciado em março deste ano, mas precisou ser interrompido quando os advogados de Jairinho saíram do plenário, buscando forçar um adiamento do processo.
Nos meses que se seguiram, a defesa do ex-vereador tentou de diversas formas suspender o julgamento e anular provas apresentadas, através de recursos na 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, todos os pedidos foram negados e os réus permanecem detidos.
Jairinho, que era o ex-padrasto de Henry, enfrenta acusações graves como homicídio qualificado, tortura e fraude processual, entre outras. Ele é considerado responsável pelas lesões fatais que levaram à morte da criança. Por sua vez, Monique Medeiros, mãe de Henry, é acusada de homicídio qualificado por omissão, além de tortura e falsidade ideológica, uma vez que não protegeu o filho mesmo sabendo das violências que ele sofria.
O rito do Tribunal do Júri envolverá várias etapas, incluindo a oitiva de testemunhas e a apresentação de argumentos tanto da acusação quanto da defesa. No total, 26 testemunhas foram convocadas, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel, e familiares dos réus. A defesa de Jairinho nega as agressões, sugerindo que as lesões foram causadas por uma queda acidental, enquanto a defesa de Monique alega que ela era manipulada por Jairinho e não tinha conhecimento das violências contra o filho.
Fonte: D24AM