Justiça decreta prisão preventiva de delegado e investigador em Manaus
O delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos por extorquir R$ 30 mil de um empresário. A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva nesta sexta-feira (17).

Manaus - O delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino tiveram suas prisões em flagrante convertidas em prisão preventiva na última sexta-feira, dia 17 de novembro. Eles são acusados de extorquir R$ 30 mil de um empresário e de desarmar um policial militar na zona sul da capital amazonense.
As investigações realizadas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) revelaram que o crime ocorreu na quinta-feira, 16 de novembro. De acordo com os relatos, os suspeitos abordaram as vítimas em uma embarcação no Porto de Manaus, onde, sob ameaça, o empresário e o policial militar que o acompanhava foram forçados a entrar em uma viatura descaracterizada.
O delegado Marcelo Martins, responsável pela autuação, explicou que os suspeitos circularam com as vítimas pela zona sul antes de abandoná-las em uma avenida local. O valor em dinheiro foi levado pelos agentes sem que qualquer procedimento oficial de apreensão fosse realizado, caracterizando assim o crime de extorsão.
Após serem deixados na via pública, o policial militar acionou a equipe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam). Os militares conseguiram localizar o veículo onde o delegado estava, mas ele se recusou a sair do carro, necessitando ser imobilizado e algemado. Testemunhas registraram o momento em que o servidor da Polícia Civil foi contido no asfalto.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou em nota oficial que tomou todas as medidas administrativas necessárias e comunicou o caso à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) também acompanhou a situação desde o início das investigações. A Corregedoria está apurando o caso para possíveis sanções, incluindo a expulsão dos servidores. A PC-AM reafirmou que não tolera desvios de conduta entre seus membros e que as investigações serão rigorosas.
Fonte: D24AM