Professor é acusado de importunação sexual contra alunos em Eirunepé, AM
O Ministério Público do Amazonas denunciou um professor por importunação sexual contra alunos de 15 a 17 anos. Instituição pode ter omitido providências após denúncias.

A cidade de Eirunepé, no Amazonas, enfrenta uma grave situação envolvendo um professor da rede pública de ensino, acusado de importunação sexual contra seus alunos entre os anos de 2024 e 2025. O Ministério Público do Amazonas (MPAM), com base em um inquérito policial, formalizou a denúncia, destacando a gravidade dos atos cometidos pelo educador.
A denúncia, redigida pelo promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, revela que o acusado teria se aproveitado de sua posição de autoridade para realizar atos libidinosos, reiterando crimes contra a dignidade sexual dos adolescentes. Os relatos indicam que as vítimas, todas com idades entre 15 e 17 anos, buscaram ajuda da direção da escola, mas não receberam o suporte necessário.
Segundo o promotor, a instituição de ensino falhou em tomar medidas administrativas após as denúncias dos estudantes. A justificativa apresentada pela direção foi a preservação da imagem da escola, o que fez com que as vítimas fossem indevidamente responsabilizadas, aumentando a revitimização dos jovens.
“Os fatos são graves e altamente reprováveis. O professor normalizou essa conduta criminosa, e em algumas situações, houve a presença de crimes hediondos, como estupro de vulnerável e tentativa de estupro qualificado”, afirmou o promotor em sua denúncia. Além disso, a direção da escola não instaurou procedimentos internos, nem afastou o professor, mesmo após as queixas, resultando em transferências de alunas para outras unidades.
Diante da seriedade dos acontecimentos, o MPAM não apenas ofereceu denúncia, mas também solicitou medidas cautelares. Entre essas medidas estão a prisão preventiva do acusado, o afastamento imediato de atividades que envolvam contato com crianças e adolescentes, proibição de contato com as vítimas e seus familiares, além do acompanhamento psicológico das vítimas, garantindo sempre o sigilo necessário.
Fonte: D24AM