Justiça Eleitoral proíbe pesquisa do Veritá e impõe multa de R$ 53 mil
A Justiça do Amazonas proibiu a divulgação da pesquisa nº AM-08447/2026 do Instituto Veritá, aplicando uma multa de R$ 53,2 mil por irregularidades.

MANAUS – A Justiça Eleitoral do Amazonas tomou a decisão de proibir a divulgação da pesquisa eleitoral nº AM-08447/2026, realizada pelo Instituto Veritá. Além disso, o instituto foi multado em R$ 53,2 mil devido a falhas na metodologia aplicada, especialmente na forma como foram apresentadas as áreas de realização das entrevistas.
Esta é a segunda vez que o Veritá enfrenta uma ação judicial referente a suas pesquisas eleitorais para as eleições no Amazonas. A primeira proibição ocorreu quando o juiz Diogo Oliveira Nogueira Franco vetou a pesquisa nº AM-07266/2026, reforçando a vigilância da Justiça sobre a precisão das informações divulgadas.
A nova decisão foi proferida pela juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, Monica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo. A proibição foi motivada por uma representação da coligação Pra Cima Amazonas, liderada pelo candidato ao governo do Estado, David Almeida, do Avante, que questionou a expressão “Todos os Bairros” utilizada pelo instituto para indicar as áreas onde as entrevistas foram realizadas.
A juíza destacou que essa descrição vaga não possibilita verificar a distribuição geográfica das entrevistas, o que compromete a fiscalização da pesquisa. Embora o Veritá tenha defendido que a pesquisa foi realizada por telefone utilizando o método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), a juíza considerou que isso não isenta o instituto de fornecer informações detalhadas sobre a área da pesquisa.
Além das questões metodológicas, a decisão também apontou inconsistências nos dados fornecidos pelo Instituto Veritá. Um dos documentos anexados indicava 644 entrevistas realizadas em Manaus, enquanto outro apresentava um total de 748. Apesar da juíza afirmar que essa discrepância não afetou os resultados estatísticos, ela enfatizou que a diferença reflete a deficiência nas informações apresentadas, levando à suspensão definitiva da pesquisa.
Fonte: Amazonas Atual