Livro de Maneco Guimarães retrata sobrevivência nas ruas durante a pandemia
Livro de Maneco Guimarães reúne fotos e textos sobre a luta pela sobrevivência nas ruas do Brasil durante a pandemia de Covid-19, com colaborações de profissionais e poetas.

O fotógrafo e artista visual manauara Maneco Magnesio Guimarães, radicado em São Paulo, reuniu imagens capturadas nas ruas entre 2020 e 2022 para lançar o livro “Vida que segue: A Pandemia da Covid-19 nas Ruas do Brasil”. A obra traça um retrato do cotidiano de luta pela sobrevivência do povo brasileiro durante a pandemia de Covid-19.
O livro é um desdobramento de uma exposição individual homônima que circulou por galerias e centros culturais em São Paulo (capital), Suzano, Santos, Santo André e Praia Grande. A publicação foi viabilizada por financiamento coletivo e se apresenta como um registro histórico com viés memorialístico.
A obra conta com colaborações textuais de profissionais como o fotógrafo e curador João Kulcsár, a jornalista e escritora Laura Prado (responsável pela organização editorial), a jornalista Cynara Menezes, Rosângela Silva (presidente da AVICO Brasil), Maria Salete Magnoni (integrante da associação) e a psicóloga Camila Tuchlinski. O livro também traz poemas de Dill Magno e Clóvis Gomes Silva, conhecido como Revolucionário Distraído.
As páginas de “Vida que segue” entrelaçam fotografias, manchetes de jornais da época e dados ligados às consequências da contaminação. No prefácio, João Kulcsár destaca que a apresentação não segue uma ordem linear, sendo o caos intencional para refletir a percepção humana dos dias de crise. Kulcsár aponta o lirismo presente nas imagens, que revelam a capacidade do fotógrafo de perceber beleza e afeto em meio à incerteza.
O desejo de registrar o período surgiu em julho de 2020, quando Maneco saiu às ruas e encontrou trabalhadores informais tentando garantir o sustento. Meses depois, ele voltou ao espaço urbano para documentar manifestações contra o governo Bolsonaro. Segundo Maneco, “é parte do projeto reverberar a importância da memória para que a história não se repita. Mortes poderiam ter sido evitadas e o impacto da insegurança econômica e sanitária no cotidiano das pessoas poderia ter sido menor”.
Fonte: D24AM