Lula e Flávio Bolsonaro buscam conquistar jovens e idosos desiludidos com a política
Eleitores de diferentes gerações expressam descontentamento com a política atual. Lula e Flávio tentam atrair esses públicos em suas campanhas.

BRASÍLIA – O descontentamento com a política é evidente entre eleitores de várias idades, como demonstra Osires Rezende, aposentado e escritor de 73 anos, que afirma: “Sinto falta de homens como Pedro Simon, Darcy Ribeiro e Leonel Brizola”. Por outro lado, Tiago Coutinho, de 25 anos, que trabalha em uma empresa familiar, também se mostra relutante em escolher um candidato: “Não queria votar em nenhuma dessas pessoas”.
Apesar da diferença de idade, ambos os eleitores de Brasília, Osires e Tiago, compartilham uma decisão semelhante: estão considerando não votar para Presidente nas eleições de outubro. Para Osires, que possui mais de 70 anos, o voto é facultativo, enquanto Tiago ainda espera decidir sua posição até o próximo domingo, 4 de outubro, dia do primeiro turno das eleições.
Os votos dos jovens entre 16 e 24 anos, que somam cerca de 5,5 milhões, e dos brasileiros acima de 70 anos, totalizando 17 milhões, são vistos como cruciais tanto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto por Flávio Bolsonaro (PL). Ambos os candidatos reconhecem a importância dessas faixas etárias para o sucesso de suas campanhas.
A desilusão política de Osires começou em 2022, quando ainda era obrigado a votar. Osires, que já foi filiado ao PDT e apoiou o PT no passado, expressou seu arrependimento por ter votado em Jair Bolsonaro (PL) em 2018, citando a “Lava Toga”, um movimento que visava investigar abusos de autoridades no STF, como um dos motivos de sua decepção com o governo Bolsonaro.
Tiago, por sua vez, tenta encontrar um candidato que o represente, e apesar de seus familiares o aconselharem a votar em Flávio Bolsonaro, ele ainda não se sente convencido. Em contrapartida, Gabriela Rojas, uma estudante de 16 anos, planeja votar em Lula, influenciada por seus pais que defendem pautas mais à esquerda. Gabriela observa um crescimento do conservadorismo entre seus pares, ressaltando que muitos jovens estão se mobilizando para votar e expressar suas opiniões políticas.
Fonte: Amazonas Atual