ONU pode eleger primeira mulher como secretária-geral após 80 anos
Líderes mundiais pedem a escolha de uma mulher para a secretária-geral da ONU, cargo ocupado apenas por homens desde 1946. Nomes fortes surgem como candidatas.

No contexto da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, líderes globais manifestaram apoio para que uma mulher seja eleita como secretária-geral pela primeira vez na história da entidade.
Desde a criação do cargo em 1946, apenas homens ocuparam essa posição. O atual secretário-geral, António Guterres, de Portugal, é o nono homem a assumir o cargo e deixará sua função em 31 de dezembro de 2026.
Apelos por Mudança
Durante seu discurso, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, enfatizou a importância desse momento histórico, afirmando: “Em mais de 80 anos, nenhuma mulher liderou esta organização”. Ele pediu que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral considerem essa questão na escolha do próximo líder.
O presidente da Estônia, Alar Karis, também se uniu ao clamor por uma mulher na liderança, destacando que, após 81 anos, é chegada a hora de fazer essa mudança. Ele considerou a escolha do próximo secretário-geral como uma das decisões mais significativas da ONU.
Candidatas em Destaque
Entre as candidatas ao posto, destaca-se a costarriquenha Rebeca Grynspan, que atualmente ocupa o cargo de secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Outras nomes notáveis incluem Carolyn Rodrigues-Birkett, representante da Guiana na ONU, além das equatorianas Ivonne Baki e María Fernanda Espinosa Garcés.
Uma pesquisa recente do Conselho de Segurança da ONU mostrou Grynspan na liderança, seguida por Rodrigues-Birkett. A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, mencionou Rodrigues-Birkett em seu discurso, ressaltando a importância histórica de ter uma candidata caribenha ao cargo.
Processo de Eleição
O processo de seleção do novo secretário-geral é conduzido pela Assembleia Geral, que toma a decisão final baseada em uma recomendação do Conselho de Segurança, composto por 15 países. O próximo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027, com um mandato de cinco anos, podendo ser reeleito para um segundo período.
Fonte: D24AM