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ONU pode eleger primeira mulher como secretária-geral após 80 anos

Líderes mundiais pedem a escolha de uma mulher para a secretária-geral da ONU, cargo ocupado apenas por homens desde 1946. Nomes fortes surgem como candidatas.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraONU, secretária-geral, liderança feminina
ONU pode eleger primeira mulher como secretária-geral após 80 anos
Foto: (Foto:© Juan Seguí Moreno/Divulgação)

No contexto da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, líderes globais manifestaram apoio para que uma mulher seja eleita como secretária-geral pela primeira vez na história da entidade.

Desde a criação do cargo em 1946, apenas homens ocuparam essa posição. O atual secretário-geral, António Guterres, de Portugal, é o nono homem a assumir o cargo e deixará sua função em 31 de dezembro de 2026.

Apelos por Mudança

Durante seu discurso, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, enfatizou a importância desse momento histórico, afirmando: “Em mais de 80 anos, nenhuma mulher liderou esta organização”. Ele pediu que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral considerem essa questão na escolha do próximo líder.

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O presidente da Estônia, Alar Karis, também se uniu ao clamor por uma mulher na liderança, destacando que, após 81 anos, é chegada a hora de fazer essa mudança. Ele considerou a escolha do próximo secretário-geral como uma das decisões mais significativas da ONU.

Candidatas em Destaque

Entre as candidatas ao posto, destaca-se a costarriquenha Rebeca Grynspan, que atualmente ocupa o cargo de secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Outras nomes notáveis incluem Carolyn Rodrigues-Birkett, representante da Guiana na ONU, além das equatorianas Ivonne Baki e María Fernanda Espinosa Garcés.

Uma pesquisa recente do Conselho de Segurança da ONU mostrou Grynspan na liderança, seguida por Rodrigues-Birkett. A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, mencionou Rodrigues-Birkett em seu discurso, ressaltando a importância histórica de ter uma candidata caribenha ao cargo.

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Processo de Eleição

O processo de seleção do novo secretário-geral é conduzido pela Assembleia Geral, que toma a decisão final baseada em uma recomendação do Conselho de Segurança, composto por 15 países. O próximo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027, com um mandato de cinco anos, podendo ser reeleito para um segundo período.

Fonte: D24AM

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