Lula destaca educação e Flávio Bolsonaro foca em segurança na estreia no rádio
não aplicável

SÃO PAULO – A estreia da propaganda eleitoral no rádio mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro com diferentes escolhas de conteúdo. O candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) destacou a abertura de institutos federais, universidades e o programa do Pé-de-Meia para o ensino médio na primeira parte dos 5 minutos e 31 segundos reservados a ele.
Por sua vez, o candidato pelo Partido Liberal (PL) falou de crime organizado, inflação e endividamento, nesta ordem, no primeiro momento dos 4 minutos e 20 segundos reservados. A campanha do atual presidente, que tenta a reeleição, também utilizou o tempo do horário eleitoral para defender o fim da jornada de trabalho na escala 61, como um projeto de Lula.
No ritmo de música sertaneja, é lançado o bordão: Brasil pronto para mais, com a repetição de um discurso sobre cuidar das pessoas vulneráveis. Além disso, a campanha de Lula reproduziu o áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A campanha de Flávio tentou se aproximar das mulheres, em busca do voto feminino. Michelle Bolsonaro criticou o candidato do PL publicamente em um vídeo, o que gerou uma crise no partido. Após o conflito, os dois gravaram vídeos juntos. O candidato do PL também buscou traçar o seu perfil pessoal, ao falar da sua família, especialmente sua esposa e filhas. O ex-presidente Jair Bolsonaro é mencionado, mas longe de ser o foco.
Nos 4 minutos e 20 segundos de propaganda de rádio do candidato do PL não há citações diretas ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula, investigado sob a suspeita de tráfico de influência. As críticas ao atual governo focam em gargalos na segurança pública e nos preços dos alimentos, por exemplo. A campanha de Lula reproduziu dois áudios de Flávio Bolsonaro com menções ao pedido de dinheiro feito ao banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O caso está sob investigação.
No fim, também são citadas as investigações sobre o senador, como o caso das rachadinhas, em que ele foi denunciado em 2020 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por organização criminosa e lavagem de dinheiro. As provas da investigação foram anuladas porque os tribunais entenderam que Flávio tinha direito a foro privilegiado.
Fonte: Amazonas Atual