Maria do Carmo lidera em direitos de resposta na corrida ao Governo do Amazonas
Maria do Carmo Seffair (PL) é a candidata que mais recebeu decisões favoráveis a direitos de resposta, com seis casos. As ações envolvem acusações de seus adversários e a interpretação de dados e propagandas.

MANAUS — A candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, do PL, se destacou como a que mais recebeu decisões de direito de resposta entre os candidatos, segundo levantamento feito pelo ATUAL. No total, foram seis direitos de resposta concedidos contra suas propagandas, superando os cinco casos de Roberto Cidade, do União Brasil, e um de David Almeida, do Avante.
Entre os processos analisados, não foram encontrados direitos de resposta contra as propagandas de Omar Aziz. A legislação eleitoral, conforme a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e a Resolução TSE nº 23.608/2019, garante aos candidatos, partidos ou coligações o direito de resposta em casos de conteúdos que sejam “sabidamente inverídicos, caluniosos, difamatórios, injuriosos ou gravemente descontextualizados” divulgados em meios de comunicação.
Um dos casos que gerou o direito de resposta para Maria do Carmo foi a declaração de que, “com a turma do Roberto Cidade”, a violência teria aumentado em 17,4% no Amazonas. O juiz Diogo Nogueira reconheceu a veracidade do dado, mas destacou que ele foi utilizado de forma a atribuir responsabilidade a Cidade por eventos que ocorreram antes de sua posse, que aconteceu em 2026.
Outro caso que resultou em direito de resposta foi a propaganda “Dona Velha”, que vinculava Roberto Cidade e outros adversários a acusações de superfaturamento, compra de votos e conexões com facções criminosas, sem comprovação. A Justiça também determinou que Maria exibisse resposta a Cidade por ter feito associações similares que distorciam informações.
Na disputa, Maria do Carmo também veiculou propagandas que implicavam Omar Aziz na Operação Maus Caminhos, que investigou desvios de R$ 104 milhões da saúde do estado. A Justiça concedeu dois direitos de resposta a Omar, destacando que a simples existência da operação não justificava a imputação de responsabilidades a um candidato que não era réu ou condenado. Assim, o cenário se mostra complexo, com várias ações judiciais envolvendo os candidatos e suas respectivas campanhas.
Fonte: Amazonas Atual