Maria do Carmo solicita investigação sobre apreensão de material de campanha
A candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo, acionou o MP para investigar a origem de material de campanha encontrado em um instituto ligado a um preso por tráfico de drogas.

MANAUS - A candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público do Estado na sexta-feira, dia 4, solicitando uma investigação sobre a origem de materiais de campanha eleitoral, como adesivos, bandeiras e cartazes, que foram encontrados em um instituto social associado a um homem preso sob suspeita de tráfico de drogas.
O suspeito, Rodrigo César Campelo Soares, de 36 anos, está sob investigação há dois anos e foi detido na quinta-feira, dia 3. Maria do Carmo questiona por que a prisão e a subsequente exposição pública ocorreram especificamente durante o período de campanha eleitoral, especialmente considerando que, na semana anterior, adversários e veículos de comunicação haviam veiculado informações associando seu nome a uma organização criminosa.
Em uma entrevista na tarde de sexta-feira, Maria do Carmo expressou sua perplexidade sobre como o material de campanha foi parar no instituto e afirmou que qualquer pessoa poderia ter deixado os itens no local. “Certamente não fui eu, não tenho nada a ver com isso”, enfatizou ela, acrescentando: “Quem é metido com o crime não sou eu, e não vou tolerar que queiram me colocar nesse jogo”.
A candidata também solicitou que fossem investigados os registros fotográficos da exibição do material gráfico nas dependências da Delegacia Geral do Amazonas. Ela argumenta que a apresentação do material em uma coletiva de imprensa, que deveria se concentrar na apreensão de drogas, não tinha relação direta com a operação policial e merece uma análise mais cuidadosa.
Maria do Carmo ressaltou que os registros documentam a necessidade de esclarecimentos sobre a situação. O material de campanha foi exibido de forma separada da substância entorpecente que era o foco da coletiva, e estava disposto em uma área pública, sem o devido acondicionamento, identificação de lacre ou qualquer indicação de que pertencia ao auto de exibição e apreensão. Essa circunstância, segundo ela, recomenda uma análise rigorosa da cadeia de custódia do material desde a diligência até sua exposição pública.
Fonte: Amazonas Atual