Médicos da Amazônia que também são escritores: uma união de saberes
Descubra como cinco médicos amazônidas utilizam a literatura para enriquecer a cultura local, unindo ciência e arte em suas obras.

Na Amazônia, a interseção entre medicina e literatura é uma realidade vivida por diversos profissionais da saúde. Esses médicos amazônidas utilizam a escrita como uma maneira de contribuir para a cultura regional, produzindo obras que variam entre poesia, romances, ensaios, crônicas e pesquisas históricas.
Um dos destaques nessa combinação de saberes é o cardiologista Aristóteles Comte de Alencar Filho, que une sua carreira médica ao interesse pela história e cultura do Amazonas. Além de diversos artigos científicos, Alencar Filho publicou obras que buscam preservar a memória de Manaus e do estado, destacando a importância da cultura local.
Outro exemplo é o médico e poeta paraense Márcio Maués, que vê um elo entre a medicina e a poesia, ambas exigindo escuta, empatia e humanidade. Seus livros trazem referências à Amazônia, à memória e às experiências humanas, conquistando leitores tanto no Brasil quanto fora dele.
O médico Djalma Batista, nascido no Acre e radicado no Amazonas, é uma figura proeminente na medicina amazônica. Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, ele se destacou no combate a doenças tropicais e dirigiu importantes instituições, como o Sanatório Adriano Jorge e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Além de sua carreira médica, Batista produziu livros que analisam a sociedade e cultura amazônicas.
Além deles, o médico, cirurgião e professor João Bosco Lopes Botelho, nascido em Manaus e doutor pela Universidade de Paris, se destacou na literatura com mais de 16 livros publicados. Suas obras abordam temas como medicina, história e ficção ambientada na Amazônia. Por fim, o paraense Erik Jennings Simões, referência em medicina tropical e dermatologia, também expressa suas experiências em crônicas que refletem a vida e a rotina na região amazônica.
Fonte: Portal Amazônia