Mindu: R$ 1,8 milhão em obras e a balneabilidade ainda distante
O Igarapé do Mindu, antes um local de lazer, recebe investimento sem resultados. Denúncias sobre a gestão financeira da Prefeitura chamam atenção.

O Igarapé do Mindu, conhecido por suas águas limpas e próprias para banho, foi um destino querido para muitos com mais de 50 anos. Atualmente, no entanto, a realidade é bem diferente, e muitos que viveram tempos de balneabilidade saudam o passado. A gestão do prefeito Renato Júnior está sendo criticada pela falta de resultados, mesmo após gastos de cerca de R$ 1,8 milhão em uma obra de recuperação ambiental.
A utilização do termo “torrar” é adequado para descrever a situação financeira da Prefeitura, que parece estar desperdiçando recursos públicos. Em fevereiro, o ex-prefeito David Almeida havia destinado R$ 25 milhões para a recuperação e revitalização do igarapé, mas o atual cenário levanta sérias questões sobre a gestão dos recursos. Essa situação também atrai a atenção da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que agora observam mais de perto as movimentações financeiras da administração municipal.
Riscos e Segurança das Barragens
Além das questões financeiras relacionadas ao Mindu, a situação das barragens na região também é preocupante. A Barragem da Mineração Taboca, localizada em Presidente Figueiredo, foi classificada como de risco alto no Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Essa estrutura, atualmente desativada, era utilizada para armazenar rejeitos de mineração, e sua segurança é uma preocupação para a população local.
Novas Tecnologias para Prevenção de Incêndios
No campo da tecnologia, uma nova iniciativa pode ajudar a prevenir incêndios florestais na Amazônia. Um sistema de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido pelo Instituto Federal do Amazonas (Ifam) promete prever incêndios com uma antecedência de 7 a 14 dias, alcançando mais de 90% de precisão. A previsão é que essa tecnologia entre em operação em agosto, começando por Roraima e se expandindo para o Amazonas.
Eventos e Iniciativas Locais
Em um aspecto mais positivo, a Central Única das Favelas Amazonas organizou a seleção de 11 equipes que participarão da etapa estadual da Taça das Favelas Amazonas 2026, o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo. Com mais de 300 participantes entre jogadores e treinadores, o evento promete ser um grande incentivo para a comunidade. Além disso, a campanha ‘Meu Pai Tem Nome’ está em andamento, com agendamentos abertos até o preenchimento das vagas para atender 17 municípios entre 27 e 31 de julho.
Fonte: D24AM