Ministério da Saúde cria base em Manaus para enfrentar seca na Amazônia
O Ministério da Saúde anunciou a instalação de uma base regional em Manaus para atender às necessidades de saúde ocasionadas pela seca na Bacia Amazônica. A medida visa melhorar o acesso à saúde nas comunidades afetadas.

Manaus - O Ministério da Saúde anunciou a criação de uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) em Manaus, com o objetivo de enfrentar os desafios que a seca nos rios da Bacia Amazônica impõe à saúde pública. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 16 de agosto, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que também apresentou um balanço sobre a ampliação do atendimento em áreas remotas.
A instalação dessa base em Manaus representa uma estratégia de descentralização do atendimento de emergência. Essa abordagem permitirá o deslocamento eficiente de unidades móveis e modulares, além da disponibilização de suprimentos de purificação de água e medicamentos, com um prazo de resposta de até 12 horas.
O governo federal também reportou a construção e entrega de 273 Unidades Básicas de Saúde (UBS) adaptadas para suportar eventos climáticos extremos na região Norte, incluindo o Amazonas. Estas unidades contam com infraestrutura como painéis solares, geradores e sistemas de reserva hídrica com autonomia para 72 horas, visando garantir a saúde da população local.
A urgência dessas ações é justificada pelos modelos climáticos que preveem a intensificação do fenômeno El Niño, que já está classificado como forte e pode se tornar muito forte a partir de setembro. Essa situação leva à diminuição dos leitos fluviais, dificultando o acesso das comunidades ribeirinhas e indígenas aos serviços de saúde.
O ministro Padilha destacou a importância da adaptação climática, afirmando que as mudanças climáticas já têm afetado a saúde e levado à morte de pessoas. O projeto AdaptaSUS, apresentado na COP30, inclui 27 metas e 93 ações com um investimento previsto de R$ 9,8 bilhões até 2035, com foco em melhorar a infraestrutura de saúde e o atendimento nas áreas vulneráveis da Amazônia.
Fonte: D24AM