Ministério do Trabalho registra 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em 3 dias
Entre 28 e 30 de setembro, o Ministério do Trabalho contabilizou 4.305 denúncias de assédio eleitoral no trabalho, com o Sudeste liderando os casos.

SÃO PAULO – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que, em um intervalo de apenas três dias, foram registradas 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Esses dados refletem as notificações feitas entre a quarta-feira, 28 de setembro, e a sexta-feira, 30 de setembro, no novo canal estabelecido para esse tipo de ocorrência.
O Sudeste se destacou como a região com o maior número de denúncias, totalizando 2.087 casos. Dentre os Estados, São Paulo lidera com 1.325 relatos, seguido por Rio de Janeiro com 354 e Minas Gerais com 345, somando juntos 2.024 denúncias, o que representa 47% do total recebido pelo ministério.
Além dos Estados do Sudeste, o Paraná e Santa Catarina também figuram no ranking, com 268 e 259 denúncias, respectivamente. A situação de assédio eleitoral tem gerado debates acalorados em todo o Brasil, especialmente após relatos de boicotes a empresas e demissões motivadas por posicionamentos políticos. Muitos trabalhadores expressam receio de sofrer retaliações após o resultado das eleições.
O assédio eleitoral ocorre quando há ameaças ou coação para influenciar o voto dos trabalhadores, além de possíveis retaliações posteriores relacionadas a suas escolhas políticas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que é inaceitável que trabalhadores sejam ameaçados ou discriminados por suas convicções políticas, enfatizando que o governo está atento a essas denúncias e atuando para proteger os direitos dos trabalhadores.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima através de um canal específico criado pelo MTE, que se encarrega de analisar e apurar as irregularidades. O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, destacou que, se confirmadas as situações de assédio, o ministério tomará medidas administrativas e pode até dificultar o acesso a recursos financeiros para os empregadores que cometem essas infrações. Medidas adicionais, como a retirada de conteúdo discriminatório da internet e orientações enviadas aos trabalhadores, também estão sendo implementadas para combater esse problema.
Fonte: Amazonas Atual