Ministério propõe redução de combustíveis fósseis na Amazônia até 2035
O Ministério de Minas e Energia busca reduzir em até 73,3% o uso de combustíveis fósseis na Amazônia até 2035, priorizando fontes renováveis. Consulta pública aceita contribuições até 11 de novembro.

O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou uma consulta pública com o intuito de discutir a proposta de metas para o Programa Energias da Amazônia, que visa reduzir a dependência de combustíveis fósseis na região. A meta estipula uma redução de até 73,3% no consumo desses combustíveis até 2035 e de 70,2% até 2030 nos Sistemas Isolados da Amazônia Legal.
Além da diminuição do consumo de combustíveis fósseis, a proposta também contempla a redução das emissões de gases de efeito estufa, prevendo uma diminuição de 65,7% até 2030 e 75,9% até 2035. Com isso, o MME busca não apenas promover a sustentabilidade, mas também reduzir os custos de geração de energia elétrica na região amazônica.
Atualmente, muitos sistemas isolados na Amazônia dependem de usinas termelétricas que utilizam combustíveis fósseis, o que gera custos operacionais altos e desafios logísticos significativos. Com a nova proposta, o ministério planeja substituir gradualmente essa matriz energética por fontes renováveis, além de implementar sistemas híbridos de geração e expandir as conexões com o Sistema Interligado Nacional (SIN).
A proposta foi formulada com base em estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e análises da FSET Consultoria, que avaliaram cenários para a expansão de fontes renováveis e interligações ao SIN. No entanto, a implementação dessas metas pode enfrentar obstáculos, como atrasos em obras e a necessidade de investimentos em infraestrutura energética.
A consulta pública está aberta até 11 de novembro de 2026, permitindo a participação de diversos setores, incluindo representantes do setor elétrico e comunidades locais. As contribuições podem ser enviadas por meio do portal do MME e da plataforma Brasil Participativo. Após o término da consulta, as sugestões serão analisadas e uma versão final será apresentada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Fonte: Portal Amazônia