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Ministro do STJ é investigado por suposta venda de sentenças

O STF autorizou a inclusão do ministro Marco Buzzi em investigação sobre venda de sentenças. A Operação Sisamnes apura irregularidades no STJ.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraSTJ, Marco Buzzi, Operação Sisamnes
Ministro do STJ é investigado por suposta venda de sentenças
Foto: (Foto: © SERGIO AMARAL/STJ)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu incluir o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, no inquérito que investiga a venda de sentenças. A determinação foi feita pelo ministro relator, Cristiano Zanin, e está vinculada às apurações da Polícia Federal (PF) na Operação Sisamnes.

A investigação está sendo conduzida em segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre os indícios que pesam contra Buzzi. A Operação Sisamnes foi iniciada após a PF descobrir que servidores do STJ estavam explorando indevidamente o acesso ao sistema de elaboração de minutas de votos e vendendo essas informações a terceiros.

Em maio deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas envolvidas em crimes como organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio. Durante o andamento das investigações, surgiram suspeitas sobre Marco Buzzi, que já se encontra afastado de suas funções devido a uma acusação de assédio sexual.

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O caso de assédio sexual remonta a janeiro, quando Buzzi teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A situação se agravou com uma denúncia de uma ex-funcionária do gabinete do ministro, que também alegou ter sido alvo de assédio.

A defesa de Marco Buzzi, por sua vez, afirmou que ele não tem conhecimento a respeito da investigação sobre a venda de sentenças e enfatizou que, por lei, o ministro não pode julgar processos envolvendo familiares. A defesa também garantiu que não há relação entre as atividades de Buzzi e as de seus parentes, reiterando que ele está legalmente impedido de atuar em casos que envolvam seus familiares.

Fonte: D24AM

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