Ministro Flávio Dino determina bloqueio de R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha
O STF, sob a liderança de Flávio Dino, bloqueou R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por suposto direcionamento de emendas parlamentares sem mandato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decretou o bloqueio de até R$ 6,1 milhões do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A decisão ocorreu em decorrência de um suposto direcionamento de emendas parlamentares durante um período em que Cunha não detinha mandato ativo.
A medida, datada de 6 de julho, está relacionada à Operação Transparência, realizada em dezembro de 2025. Nela, um celular de Mariângela Fialek, servidora da Câmara, foi apreendido e serviu como base para a investigação.
Conforme o despacho de Dino, a investigação revelou a existência de um “arranjo decisório paralelo” que permitiu a Cunha, mesmo sem mandato, atuar como um agente relevante na definição e remanejamento de emendas. O despacho identificou pelo menos 21 emendas parlamentares, totalizando R$ 6,15 milhões, que foram forjadamente documentadas para ocultar o verdadeiro solicitante.
Eduardo Cunha, que ganhou notoriedade ao aceitar a abertura do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2015, já confirmou sua pré-candidatura a deputado federal por Minas Gerais em 2026. Na decisão, Dino destacou que o ex-deputado possui uma cota informal de valores, direcionada segundo interesses políticos no Estado de Minas.
Além disso, o ministro ressaltou o “descontrole político e desvinculação ao interesse público”, já que Cunha não possui vínculos políticos com Minas Gerais. Em um dos trechos da decisão, ele é citado dizendo: “Boa tarde, desculpa mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados”, demonstrando seu desprezo pela interlocução com os prefeitos locais.
Fonte: D24AM