Ministros do STF Nunes Marques e Toffoli se impedem de votar em caso de Moraes
Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli do STF não participarão do julgamento que envolve Alexandre de Moraes. Marques justifica sua decisão por ser presidente do TSE.

MANAUS — Durante uma sessão extraordinária ocorrida nesta terça-feira, 15 de agosto, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) anunciaram que estão impedidos de participar do julgamento referente ao ministro Alexandre de Moraes. Nunes Marques justificou sua decisão citando sua função como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a possibilidade de que o julgamento influencie o processo eleitoral de 2026.
Ao se manifestar, Nunes Marques ressaltou a importância de preservar a integridade da corte, afirmando que sua participação poderia gerar reflexos indesejados no equilíbrio da Justiça Eleitoral. Dias Toffoli, por sua vez, alegou motivos de foro íntimo para se afastar do caso, indicando que a sugestão do ministro Flávio Dino também foi considerada em sua decisão. "Eu me senti na obrigação de preservar a corte", afirmou.
Antes de declarar seu impedimento, Nunes Marques utilizou a tribuna do STF para responder a especulações relacionadas ao Banco Master. Ele enfatizou que nunca julgou processos envolvendo a instituição e que seu filho não tem qualquer relação profissional com o banco. "Isso é fato, porque o sigilo bancário já foi quebrado", declarou, destacando sua isenção como magistrado.
O ministro também comentou sobre a pressão que autoridades enfrentam de pessoas com diferentes interesses e garantiu que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, citando seu apoio à prisão do mesmo como um exemplo de sua imparcialidade. "Todos nós, não só ministros do Supremo, sempre iremos sofrer algum tipo de influência", comentou Nunes Marques.
Por fim, Nunes Marques reiterou a seriedade de sua função no TSE, especialmente com as eleições se aproximando, afirmando que faltam apenas 19 dias para o pleito. Ele enfatizou que sua prioridade é garantir a imparcialidade da Justiça Eleitoral, afirmando: "Entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026".
Fonte: Amazonas Atual