MMA lança guia para ajudar comunidades a lidarem com desastres climáticos
O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza um guia com protocolos de educação ambiental para fortalecer a resposta a desastres climáticos nas comunidades.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou o Guia para Diálogos Autogestionados – Protocolos de Educação Ambiental em Cenários de Eventos Extremos. Este documento tem como objetivo oferecer orientações às comunidades, ajudando-as a se organizarem e enfrentarem fenômenos meteorológicos severos, que têm se tornado cada vez mais comuns devido às mudanças climáticas.
O guia é fruto de uma colaboração entre diversas entidades, incluindo o Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA/MMA), o Programa Cemaden Educação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e instituições como a Universidade Zumbi dos Palmares e o Instituto Allma Hub. Ele contém protocolos voltados para a prevenção e resposta a eventos como deslizamentos de terra, inundações, incêndios florestais, secas e ondas de calor.
Com uma linguagem acessível e recursos visuais, o guia orienta as comunidades sobre como agir antes, durante e após a ocorrência de desastres. O diretor do DEA/MMA, Marcos Sorrentino, enfatiza que a proposta é que cada território adapte os protocolos à sua realidade, levando em conta suas características sociais, ambientais e culturais.
O material é estruturado em tópicos que facilitam o diálogo e a construção coletiva dos protocolos. Os temas abordados incluem diagnóstico do território, princípios da educação ambiental e o passo a passo para a elaboração de protocolos, além da identificação de riscos e ações a serem tomadas em emergências.
O guia foi inicialmente apresentado em agosto, durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, e será discutido na COP31 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na Turquia, e no X Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Brasília. O DEA/MMA e os parceiros irão promover oficinas de formação e disponibilizar um vídeo tutorial para ampliar o acesso ao conteúdo, que também está aberto a contribuições da sociedade civil.
Fonte: Portal Amazônia