Monitoramento do Limo no Rio Tapajós é Essencial para Saúde e Meio Ambiente
A pesquisa da Ufopa sobre florações de cianobactérias no Tapajós visa proteger ecossistemas e comunidades locais. O estudo é parte de um doutorado focado em gestão ambiental.

O rio Tapajós é um dos principais recursos naturais do Baixo Amazonas, sendo vital para a subsistência e identidade dos habitantes da região. Suas águas são utilizadas para abastecimento, pesca, lazer e transporte por milhares de pessoas. Em resposta a preocupações ambientais, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) está realizando uma pesquisa de doutorado que monitora as florações de cianobactérias, conhecidas popularmente como limo, para ajudar na preservação desse ecossistema.
A pesquisa está sendo conduzida por Fernando Abreu Oliveira, químico industrial e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Ufopa. O estudo é desenvolvido no Laboratório de Estudos de Impacto Ambiental (LEIA), sob a coordenação do professor José Max Barbosa de Oliveira Júnior, e tem como objetivo a proteção da saúde das populações que vivem nas margens do rio Tapajós.
As cianobactérias são microrganismos que, em condições favoráveis, podem proliferar e formar florações que, em algumas espécies, produzem toxinas prejudiciais à saúde humana e animal. Portanto, o monitoramento constante dessas florações se torna crucial para a gestão ambiental e a prevenção de riscos à saúde pública.
A pesquisa está dividida em três etapas e, nesta fase inicial, abrange doze pontos transversais nas praias de Ponta de Pedras, Alter do Chão e Pindobal, envolvendo os municípios de Santarém e Belterra. A professora Dávia Marciana Talgatti, Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação Tecnológica da Ufopa, também está coorientando o projeto, que visa aproximar a ciência da população local.
Além de integrar tecnologia e trabalho de campo, o estudo conta com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (Semac) de Belterra, que utiliza o Programa Brasil MAIS para monitoramento ambiental. Essa colaboração permite uma identificação mais rápida das áreas afetadas por florações de cianobactérias, potencializando as campanhas de coleta e análises laboratoriais, fundamentais para a produção de informações científicas e ações eficientes de gestão ambiental.
Fonte: Portal Amazônia