Motta critica bloqueio de bens de Valdemar por decisão de Flávio Dino
Hugo Motta, presidente da Câmara, expressa descontentamento com a decisão do STF que bloqueou bens de Valdemar Costa Neto, alegando que a medida criminaliza a política.

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, manifestou sua insatisfação com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. O ministro determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que é suspeito de desvio de 21 emendas parlamentares.
Motta criticou a intervenção judicial, afirmando que a decisão de Dino não evidencia desvio ou abuso na aplicação de verbas públicas. Para o presidente da Câmara, a medida se limita a inferências que tentam criminalizar a atividade política, o que considera inaceitável.
Em sua declaração, Motta defendeu que a alocação das emendas está de acordo com as normas vigentes e com os compromissos entre o Executivo e o Legislativo. Ele ressaltou a normalidade do funcionamento administrativo dos mandatos, afirmando que a autorização dos parlamentares para suas equipes operarem nessa direção não representa irregularidade.
A investigação da Polícia Federal, parte da Operação Transparência, revelou que Valdemar Costa Neto, mesmo sem mandato, utilizou servidores da Câmara para direcionar recursos do orçamento secreto. De acordo com as apurações, Valdemar possuía autonomia para manejar as emendas por sua posição como presidente do PL.
Os advogados de Valdemar, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, argumentaram que a decisão de Dino se baseia em premissas frágeis e em uma criminalização indevida da atividade político-partidária. A defesa do dirigente partidário considera sua atuação legítima, mesmo sem ser deputado ou senador, enquanto Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, criticou a atuação seletiva da Polícia Federal.
Fonte: Amazonas Atual