MP-AM solicita revogação de prisão domiciliar após morte de policial
O MP-AM pediu à Justiça a revogação da prisão domiciliar de uma investigada em caso de tráfico que resultou na morte de um policial em Manaus.

Manaus - O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) protocolou um pedido na Justiça para revogar a prisão domiciliar concedida a uma das investigadas em uma operação policial que culminou na apreensão de quase uma tonelada de drogas e na morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos.
A operação ocorreu na última sexta-feira, 24 de novembro, em áreas dos bairros Alvorada e Ponta Negra, na capital amazonense. Durante a ação realizada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), o investigador foi assassinado enquanto abordava uma entrega de entorpecentes.
Após a operação, três suspeitos foram detidos. Em uma audiência de custódia no dia seguinte, 25 de novembro, a Justiça decidiu manter as prisões preventivas, mas concedeu prisão domiciliar a uma das investigadas, que está grávida, com o uso de tornozeleira eletrônica.
O MP-AM contestou essa decisão, solicitando ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que a mulher retorne ao sistema prisional. O argumento do órgão é que a gravidade do caso e a quantidade de drogas apreendidas demonstram que a prisão domiciliar não é uma medida adequada para assegurar a ordem pública.
Durante a operação, foram confiscados 862,6 quilos de maconha, distribuídos em 829 tabletes, além de 11,2 quilos de cocaína, divididos em 10 tabletes. Também foram apreendidos equipamentos que, segundo as investigações, seriam utilizados para facilitar o tráfico, como uma máquina de contar dinheiro, uma seladora a vácuo, um colete balístico e munições de calibre restrito. O MP-AM alega que a investigada possui vínculos com uma organização criminosa e defende que as medidas, como o monitoramento eletrônico, são insuficientes dadas as circunstâncias do caso.
Fonte: D24AM