MPAM investiga fraude de R$ 10,7 milhões em contratos da Sepror
O Ministério Público do Amazonas apura suspeitas de fraudes em contratos que totalizam R$ 10,7 milhões firmados entre a Sepror e o Instituto Amazônia Equatorial.

MANAUS - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) está conduzindo uma investigação sobre suspeitas de fraudes relacionadas a contratos que somam R$ 10,7 milhões entre a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) e o Instituto Amazônia Equatorial. Esses acordos foram firmados entre os meses de maio e junho de 2026.
De acordo com informações do MPAM, há indícios de irregularidades na pesquisa de preços realizada para esses contratos. A denúncia sugere que o instituto utilizou as mesmas 30 empresas para apresentar orçamentos, levantando suspeitas sobre a legitimidade dos processos.
O MPAM entrou em contato com os fornecedores citados e recebeu respostas de vários empresários que negaram ter enviado ou assinado as propostas mencionadas. Alguns deles relataram que as assinaturas nos documentos eram falsas e que não conheciam os indivíduos listados como representantes comerciais.
A investigação revelou que empresas cujos orçamentos foram considerados os de menor preço também negaram ter sido contratadas ou prestado serviços ao Instituto Amazônia Equatorial. Diante disso, o MPAM recomendou a suspensão imediata de todos os repasses e pagamentos relacionados aos sete contratos com a entidade.
Além disso, o MPAM sugeriu a abertura de um processo administrativo para analisar o cancelamento desses contratos. A recomendação foi estendida à Secretaria de Estado de Saúde, que também firmou um acordo com o instituto, que prevê um repasse de R$ 1,39 milhão, conforme o Termo de Fomento nº 028/2026, publicado em 14 de setembro de 2026. O MPAM também propôs a auditoria de toda a documentação apresentada pelo Instituto.
Fonte: Amazonas Atual