MPDFT solicita R$ 120 milhões de indenização de Virgínia e site de apostas
O Ministério Público do Distrito Federal processa Virgínia Fonseca e a Blaze, pedindo R$ 120 milhões por danos morais coletivos pela publicidade de apostas.

BRASÍLIA - O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou, nesta quarta-feira (8), uma ação civil pública contra a influenciadora digital Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. O MPDFT solicita a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos, argumentando que houve uma divulgação abusiva do site de apostas.
Na ação civil, o MPDFT sustenta que Virgínia e a Blaze operam uma engenharia predatória para explorar a vulnerabilidade dos apostadores. Segundo o promotor de justiça Paulo Binicheski, um exemplo dessa prática irregular é que Virgínia teria recebido aproximadamente 30% sobre as perdas dos apostadores que ela captou durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, válida pela Copa do Mundo.
Durante a investigação, investigadores do MPDFT infiltraram-se na plataforma de apostas e realizaram cadastros para monitorar as operações. Os resultados mostraram que a Blaze utiliza e-mails promocionais que oferecem promessas de vantagens, o que contribui para a percepção enganosa de ganhos fáceis, conforme apontado pela Promotoria de Defesa do Consumidor, que recebeu 42 mil reclamações contra a plataforma.
O promotor Paulo Binicheski destacou que as ações de Virgínia e da Blaze vão além da mera publicidade irregular. Ele afirmou que a divulgação de apostas por influenciadores pode estimular comportamentos compulsivos e resultar em perdas financeiras significativas para os consumidores.
A defesa de Virgínia Fonseca, que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa, declarou que responderá às alegações durante o processo. O advogado Sanderson Mafra contestou a acusação de prejuízo aos consumidores, enfatizando que a responsabilização deve se basear em provas concretas, não em suposições. A plataforma Blaze também se defendeu, afirmando que cumpre a legislação e as normas que regem as apostas on-line, e se compromete a fornecer esclarecimentos assim que for notificada sobre o andamento da ação civil.
Fonte: Amazonas Atual