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MPF investiga TikTok por comércio ilegal de mercúrio no Amazonas

O Ministério Público Federal investiga a plataforma TikTok por permitir a venda de mercúrio, usado em garimpos ilegais no Amazonas. O produto traz sérios riscos ambientais e à saúde pública.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraMPF, TikTok, mercúrio
MPF investiga TikTok por comércio ilegal de mercúrio no Amazonas
Foto: (Foto: IPEN (International Pollutants Elimination Network)

No Amazonas, o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sobre a rede social TikTok, que estaria facilitando a venda de mercúrio metálico a usuários brasileiros. Esse produto, cuja importação é controlada no Brasil, é comumente utilizado em garimpos ilegais de ouro na região, o que levanta preocupações sérias sobre os impactos ambientais e de saúde.

Segundo as informações coletadas durante a investigação, a plataforma estaria servindo como um canal para a comercialização do mercúrio entre vendedores internacionais e compradores no Brasil, sem a supervisão de órgãos ambientais competentes. O mercúrio é um contaminante conhecido que afeta rios e compromete a cadeia alimentar, colocando em risco a saúde de comunidades locais.

A portaria que formaliza o inquérito civil foi divulgada na quinta-feira, 27 de outubro, no Diário Oficial do MPF e é assinada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha. O MPF identificou três perfis no TikTok que realizaram um total de 108 postagens oferecendo mercúrio com 99,999% de pureza, acumulando mais de 5,8 milhões de visualizações.

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Essas contas, que afirmam ser de uma fábrica localizada na província de Guizhou, na China, não foram encontradas por investigadores, que não localizaram nenhuma pessoa jurídica registrada com o nome Xinhong. Além disso, o inquérito menciona que o garimpo ilegal em terras indígenas na Região Norte do Brasil tem gerado uma tragédia humanitária, atraindo a atenção de organismos internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

O MPF também observou que as publicações em português utilizam expressões como "Dono De Garimpo" e hashtags como #garimpo e #ouro, com vídeos que ensinam técnicas de extração mineral. As transações de venda são direcionadas para aplicativos de mensagens e exigem um pedido mínimo de 200 quilos. O procurador André Luiz Porreca Ferreira Cunha ressaltou que essa prática vai contra as diretrizes do TikTok, que proíbem a publicidade e venda de produtos regulamentados ou de alto risco.

Fonte: D24AM

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