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Mulheres Amazônidas se Unem para Combater as Mudanças Climáticas

Associações de mulheres na Amazônia estão promovendo ações para proteger seus territórios e enfrentar as mudanças climáticas, garantindo a segurança alimentar e a biodiversidade.

Ana Beatriz Souza2 min de leituramulheres, mudanças climáticas, Amazônia
Mulheres Amazônidas se Unem para Combater as Mudanças Climáticas
Foto: (Foto:© Fase/Divulgação)

A mobilização de mulheres na Amazônia, por meio de associações e cooperativas, está potencializando iniciativas que visam à proteção dos territórios e ao enfrentamento das mudanças climáticas. Essas mulheres estão juntas, trocando experiências e desenvolvendo soluções que não apenas barram a perda de biodiversidade, mas também geram renda e aumentam a segurança alimentar em suas comunidades.

A agricultora Daniela Araújo, que vive na comunidade de Pirocaba, no município de Abaetetuba, no nordeste paraense, compartilha que desde cedo aprendeu com a tradição local sobre a colheita do açaí. Ela observa que as mudanças climáticas têm afetado o amadurecimento do fruto, que agora exige colheitas mais precoces devido às longas secas e chuvas fora de época. “Agora, ou tu apanhas o açaí, ou tu perdes. Ele vai secar”, explica Daniela, ressaltando as dificuldades enfrentadas por muitas comunidades ribeirinhas e indígenas.

Em resposta a esses desafios, a FASE Amazônia (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) lançou, em 2023, um projeto que abrange 14 municípios paraenses. O foco está no fortalecimento da soberania alimentar e na autonomia das mulheres, considerando a justiça climática e os direitos territoriais. Sara Pereira, coordenadora da FASE, destaca que foram implementadas diversas ações, incluindo a formação de lideranças femininas e o suporte à titulação dos territórios, além de promover a produção em mercados institucionais e feiras locais.

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O projeto, que se estendeu por três anos, permitiu que as mulheres se organizassem em coletivos, criando soluções para fortalecer a produção de alimentos saudáveis e proteger o meio ambiente. Uma das ferramentas adotadas foi a caderneta agroecológica, que ajuda as mulheres a monitorarem sua produção e as dificuldades encontradas, permitindo um melhor entendimento das mudanças climáticas que impactam seus cultivos. “As mulheres são orientadas a registrarem todo o seu ciclo produtivo”, explica Sara.

Além da diversificação da produção com sistemas agroflorestais, as mulheres estão agora cultivando uma variedade de alimentos, não se limitando ao monocultivo. Daniela ressalta a importância dessa mudança: “Hoje, a gente tem um pouco de cada coisa, a gente sabe que não come só farinha, precisamos de alimentos diversos”. No município de Ingarapé-Miri, por exemplo, a Associação de Apoio às Comunidades Amazônicas (APACC) tem sido fundamental para a comercialização de produtos locais, como farinha de mandioca e tucupi, promovendo a segurança alimentar e a autonomia das mulheres na região.

Fonte: D24AM

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