Museu Goeldi e Institutos de Pesquisa Debatem Ameaças na Pan-Amazônia
A III Reunião Anual da Rede Bioamazônia, em Letícia, reúne especialistas para abordar conflitos e ameaças ao bioma amazônico. O encontro destaca a importância da ciência na sustentabilidade da região.

A III Reunião Anual da Rede Bioamazônia está acontecendo de 11 a 15 de maio na cidade de Letícia, na Colômbia, que se localiza na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O evento reúne gestores, pesquisadores e especialistas com o objetivo de construir uma agenda comum focada na sustentabilidade do bioma amazônico.
Com o tema "Conflitos e ameaças na Pan-Amazônia: contribuições da ciência para a sustentabilidade do bioma", o encontro conta com a participação de oito institutos de pesquisa de cinco países. O diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Nilson Gabas Júnior, destacou a importância da instituição, que tem mais de um século e meio de pesquisa, na preservação da memória amazônica e na promoção do desenvolvimento territorial.
No Museu Goeldi, além do diretor, estão presentes os pesquisadores Alberto Akama, Marlúcia Bonifácio Martins, Diana Cruz Rodrigues e Sue Anne Regina Ferreira da Costa. Eles participam de painéis e grupos de trabalho, oferecendo suas contribuições técnicas em temas relevantes para a reunião.
O encontro ocorre na sede do Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI e se propõe a aprofundar os debates iniciados em Iquitos, no Peru. A agenda inclui a revisão de progressos e a definição de prioridades para fortalecer a cooperação entre os membros da Rede Bioamazônia, que considera a Amazônia um ecossistema crítico diante de transformações socioambientais aceleradas.
Os organizadores ressaltam que a Rede Bioamazônia busca entender e enfrentar as pressões sobre o bioma, como o desmatamento e a degradação dos ecossistemas, que podem resultar em conflitos complexos e impactos globais. As discussões incluirão a análise de ameaças e conflitos que afetam a região, promovendo um espaço de diálogo e troca de conhecimentos entre especialistas.
Fonte: Portal Amazônia