Museu Goeldi é referência com a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul
O Museu Paraense Emílio Goeldi possui 46.903 espécimes e é destaque internacional em pesquisa sobre mamíferos amazônicos.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) se destaca como a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul, atrás apenas do Museu Nacional da UFRJ e do Museu de História Natural da Universidade Nacional de San Marcos, no Peru. Com um total de 46.903 espécimes catalogados, a coleção do Museu Goeldi é reconhecida por sua relevância nas pesquisas sobre a biodiversidade amazônica.
De acordo com um estudo publicado no Biological Journal of the Linnean Society em setembro de 2025, o Brasil lidera a lista de espécimes catalogados na América do Sul, com 334.950 exemplares. O Museu Goeldi se destaca como a segunda maior coleção do Brasil e a quarta da América Latina, enfatizando sua importância na pesquisa científica.
A bióloga Alexandra Bezerra, coautora do artigo e pesquisadora do Museu Goeldi, atribui a posição de destaque da instituição à sua longa história de coleta, iniciada em 1866. A coleção inclui muitos espécimes de mamíferos de médio porte e carnívoros, além de exemplares raros que são testemunhos de novas espécies.
A pesquisa também identificou desafios enfrentados pelas coleções na região, como a escassez de pessoal e a falta de infraestrutura adequada. Embora o Museu Goeldi esteja sem um curador desde 2025, é a única das maiores coleções que possui todos os dados digitalizados, facilitando o acesso à informação através do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).
Além de preservar a biodiversidade, o Museu Goeldi promove iniciativas educacionais para conscientizar o público sobre a importância da conservação. A pesquisa ressalta a necessidade de manter as coleções científicas acessíveis e bem preservadas, destacando a relevância de se educar diferentes grupos sociais sobre a biodiversidade e sua preservação.
Fonte: Portal Amazônia