Naufrágio de navio russo levanta suspeitas sobre reatores nucleares para a Coreia do Norte
O naufrágio do cargueiro russo Ursa Major no Mediterrâneo em dezembro de 2024 pode envolver reatores nucleares destinados à Coreia do Norte, segundo investigações.

O cargueiro russo Ursa Major naufragou no Mediterrâneo em dezembro de 2024, e esse incidente agora gera especulações sobre a possível carga de reatores nucleares destinados à Coreia do Norte. O navio afundou após uma série de explosões, a aproximadamente 100 quilômetros da costa espanhola, levantando questões sobre uma operação secreta para impedir que tecnologia nuclear russa chegasse ao regime de Kim Jong-un.
Conhecido também como Sparta 3, o Ursa Major deixou a Rússia em 11 de dezembro, com destino a Vladivostok, no extremo leste do país. O manifesto da carga listava apenas duas grandes tampas metálicas, 129 contêineres vazios e dois guindastes Liebherr. Em outubro de 2024, a estatal russa Oboronlogistics, proprietária do navio, anunciou que suas embarcações estavam autorizadas a transportar materiais nucleares.
Imagens analisadas pela CNN indicaram que contêineres estavam sendo carregados no porto de Ust-Luga, com espaço reservado para as grandes tampas metálicas que seriam instaladas posteriormente. O capitão do navio relatou às autoridades espanholas que a carga incluía peças de “dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos”, embora tenha afirmado que os equipamentos não continham combustível nuclear.
No dia 22 de dezembro, enquanto navegava próximo à costa da Espanha, o Ursa Major reduziu significativamente sua velocidade sem emitir um pedido de socorro. Um dia depois, três explosões danificaram gravemente o casco da embarcação, resultando na morte de dois tripulantes. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram o cargueiro inclinado e à deriva, enquanto 14 sobreviventes foram resgatados.
A situação ganhou um caráter ainda mais misterioso com a presença do navio russo Yantar na área dos destroços, frequentemente associado a missões de espionagem pela OTAN. Durante sua permanência, quatro novas explosões submarinas foram registradas, possivelmente visando os restos do Ursa Major. Além disso, aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoaram a região para detectar qualquer atividade nuclear, aumentando as tensões em um cenário já delicado entre Rússia e Coreia do Norte.
Fonte: D24AM