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Norte e Nordeste enfrentam desafios com o avanço do El Niño e calor extremo

Especialistas alertam sobre a necessidade de integrar saúde e gestão de água para mitigar os impactos do El Niño nas populações vulneráveis do Norte e Nordeste.

Marina Ribeiro2 min de leituraEl Niño, saúde, mudanças climáticas
Norte e Nordeste enfrentam desafios com o avanço do El Niño e calor extremo
Foto: Adolescente deitado na rede às margens de praia que se formou após a seca do rio Solimões, em 2024. Foto: Jullie Pereira/InfoAmazonia

Especialistas enfatizam a importância da integração entre saúde, gestão de água e políticas de adaptação para minimizar os efeitos das mudanças climáticas nas populações mais vulneráveis, especialmente no Norte e Nordeste do Brasil. A seca e a crise hídrica em rios da Amazônia são algumas das consequências esperadas para 2024.

A presidenta da Associação Gris Solidário, Joice Paixão, expressou sua preocupação em relação ao avanço do fenômeno El Niño, que pode ser o mais intenso a atingir o Brasil desde os anos 1950. Ela observa que o Estado ainda não possui um plano eficaz para proteger as áreas mais afetadas, como as periferias do Recife, onde os impactos já são sentidos.

Alex Farias, especialista em Direito e Governança Climática, compartilha da mesma preocupação e ressalta a necessidade de um diálogo mais efetivo entre os governos e a população. Ele critica a falta de acesso à informação sobre os alertas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que muitas vezes ficam restritos a técnicos e especialistas.

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No dia 11 de junho de 2023, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou a chegada oficial do El Niño, um fenômeno que historicamente está associado à redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste. As previsões indicam uma probabilidade de 63% de que o evento se intensifique entre novembro e janeiro de 2027, o que pode agravar ainda mais a situação de seca e calor extremo nas regiões afetadas.

Além dos impactos ambientais, a falta de chuva e o aumento das temperaturas trazem consequências diretas à saúde da população. Joice Paixão alerta que as políticas públicas atuais não têm conseguido atender adequadamente as necessidades das comunidades periféricas, cujos moradores são mais vulneráveis às doenças exacerbadas pelo calor extremo. O governo deve priorizar o fortalecimento das políticas de saúde para mitigar esses efeitos.

Fonte: Portal Amazônia

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