Nova Terapia com Anticorpo para Esclerose Múltipla é Aprovada pela Anvisa
A Anvisa aprovou o uso do medicamento Briumvi ®, uma nova opção de tratamento para esclerose múltipla no Brasil, oferecendo esperança a milhares de pacientes.

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação de um novo tratamento para a esclerose múltipla (EM) no Brasil. O medicamento, identificado como Briumvi ®, que contém a substância ativa ublituximabe, foi oficialmente registrado e agora está disponível para pacientes.
A esclerose múltipla é uma condição crônica, inflamatória e autoimune que afeta o sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal. A doença é caracterizada pela destruição da mielina, uma substância essencial que protege os neurônios, e está ligada a uma resposta inadequada do sistema imunológico, onde os linfócitos B desempenham um papel crucial ao estimular a inflamação e causar lesões no sistema nervoso central.
O Briumvi ® é indicado especificamente para adultos que sofrem de formas recorrentes de esclerose múltipla. O ublituximabe, o anticorpo monoclonal presente no medicamento, atua ao se ligar à proteína CD20, localizada na superfície dos linfócitos B, ajudando a diminuir a atividade dessas células que contribuem para a progressão da doença e os danos neurológicos associados.
Estudos estimam que a esclerose múltipla afete cerca de 2,9 milhões de pessoas em todo o mundo, com aproximadamente 40 mil casos registrados no Brasil. Embora a causa exata da doença ainda não seja completamente compreendida, acredita-se que ela resulte da interação entre fatores genéticos e ambientais, afetando mais frequentemente adultos jovens entre 20 e 50 anos, especialmente mulheres.
Os sintomas da esclerose múltipla podem variar bastante, incluindo fadiga intensa, fraqueza muscular e problemas de coordenação, entre outros. Apesar de não haver cura para a condição, tratamentos como o Briumvi ® podem ajudar a controlar a atividade inflamatória e atrasar a progressão da doença, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes e reduzindo o impacto na funcionalidade e produtividade.
Fonte: D24AM