Nunes Marques assume presidência do TSE e prepara eleições de 2026
O ministro Nunes Marques toma posse como presidente do TSE nesta terça-feira (12), sucedendo a ministra Cármen Lúcia e focando na regulamentação da inteligência artificial nas eleições.

Na tarde desta terça-feira, 12 de setembro, o ministro Nunes Marques toma posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que será responsável pela organização das eleições presidenciais de outubro. A cerimônia de posse está agendada para às 19h e contará com a presença de várias autoridades importantes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente.
Nunes Marques assume a presidência do TSE em substituição à ministra Cármen Lúcia, que completou seu mandato de dois anos à frente do tribunal. A escolha do novo presidente do TSE ocorre por critérios de antiguidade entre os ministros que também fazem parte do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça será o vice-presidente da instituição.
Após a cerimônia de posse, está programado um coquetel restrito a convidados em uma casa de festas em Brasília, que será custeado por uma associação de juízes federais. Os ingressos para o evento foram vendidos ao preço de R$ 800, refletindo a exclusividade e a importância do momento para o judiciário brasileiro.
Um dos principais desafios que Nunes Marques enfrentará durante sua presidência no TSE será garantir a aplicação das novas regras que limitam o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. Embora a regulamentação já tenha sido aprovada, o TSE precisará agir rapidamente para evitar a disseminação de informações ilegais que possam influenciar a decisão dos eleitores, assegurando um processo eleitoral justo e transparente.
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para preencher a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes de sua atuação no Supremo, ele trabalhou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, e também exerceu a advocacia por cerca de 15 anos, além de ter sido juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.
Fonte: D24AM