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O Desafio da Comunicação na Saúde Pública em Parintins

A comunicação moderna se torna um obstáculo na busca por direitos básicos, revelando conflitos e incoerências em Parintins. A experiência de Comadre Maria destaca a importância do diálogo acessível.

Marina Ribeiro2 min de leituracomunicação, saúde, Parintins
O Desafio da Comunicação na Saúde Pública em Parintins
Foto: Diálogo exige comunicação: fala que envolve os comuns e se transforma em ação coletiva (Foto: Floriano Lins)

PARINTINS – A reflexão sobre a comunicação e seus impactos na sociedade é crucial, principalmente em tempos de crise. A natureza humana, em sua essência, busca entender os vazios existenciais e reencontrar seu verdadeiro Eu. Observações sobre o volume de conflitos e incoerências revelam que a comunicação moderna se transforma em um instrumento de manipulação, dificultando a verdadeira interação entre as pessoas.

A comunicação, que deveria ser um canal aberto para o diálogo, muitas vezes se torna um labirinto de siglas e termos técnicos que alienam a população. Palavras e expressões, que deveriam facilitar o entendimento, acabam por confundir e excluir aqueles que mais precisam de informação e acesso a serviços. Isso gera uma verdadeira barreira, fechando portas e criando um caos comunicativo em diferentes setores, como saúde e educação.

As longas filas e as esperas por atendimentos revelam a insatisfação da população, que muitas vezes se sente ignorada. Com isso, surgem reações de indignação e protestos, refletindo um analfabetismo social que se opõe a regras que violentam a comunicação. A Lei 331 do Desacato a Servidor Público, que criminaliza o desrespeito a funcionários, pode acabar exacerbando esses conflitos, uma vez que a população se sente desrespeitada em seus direitos.

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A experiência de Comadre Maria, uma curandeira local, ilustra a desconexão entre a linguagem técnica e o conhecimento popular. Durante uma roda de conversa organizada pelo médico Menabarreto Segadilha França, a falta de compreensão da linguagem utilizada por profissionais de saúde ficou evidente. A fala da curandeira sobre a importância do saber popular mostrou a urgência de um diálogo que respeite e valorize as sabedorias ancestrais e a cultura local.

As reflexões sobre o verdadeiro sentido da comunicação revelam a necessidade de um diálogo inclusivo e transformador. Paulo Freire, educador brasileiro, enfatiza a importância de uma troca mútua de ideias que atenda às reais necessidades da população. A Amazônia, rica em cultura e tradições, também clama por uma comunicação que resgate e valorize suas raízes, desafiando as estruturas que tentam silenciar vozes e experiências.

Fonte: Amazonas Atual

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