Oficina em Oriximiná ensina práticas agroflorestais para comunidades quilombolas
Moradores da Comunidade Bacabal participaram de oficina sobre Sistemas Agroflorestais, promovendo a agricultura familiar e a conservação ambiental.

Na Comunidade Bacabal, situada no território da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos da Área Trombetas (ACORQAT) em Oriximiná, no Pará, foi realizada uma oficina intitulada "Sistemas Agroflorestais: produção sustentável e recuperação ambiental". O evento ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto e teve como objetivo principal capacitar os participantes em práticas que fortalecem a agricultura familiar.
A oficina foi promovida pelo Programa Florestas de Valor e contou com a presença de moradores de seis comunidades quilombolas, incluindo 11 mulheres, 12 homens e cinco jovens. A engenheira florestal Maria Soliane Sousa Costa foi a responsável pela condução das atividades, que integraram saberes tradicionais com os princípios da agroecologia.
Durante os dois dias de formação, os participantes aprenderam sobre conceitos e estratégias para o planejamento e a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Foram abordados temas como seleção de espécies, consórcios produtivos, além de práticas de manejo sustentável do solo e da água, destacando os benefícios econômicos e ambientais que esses sistemas podem proporcionar.
A experiência prática foi um destaque da oficina, que incluiu uma visita a um Sistema Agroflorestal já estabelecido na comunidade. Nessa visita, os agricultores tiveram a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos, recebendo orientações sobre manejo, adubação e cuidados com as espécies cultivadas. Um experimento prático ilustrou a importância da cobertura do solo para a conservação da umidade e a redução da erosão.
Além de ensinar técnicas de cultivo, iniciativas como essa são essenciais para criar alternativas de produção que conciliem geração de renda, segurança alimentar e conservação ambiental. Ao capacitar as comunidades para manejar seus territórios de maneira sustentável, os Sistemas Agroflorestais podem ajudar na recuperação de áreas degradadas, diversificação da produção e valorização do conhecimento local, promovendo um desenvolvimento econômico que respeita a floresta. A participação de jovens reforça também a continuidade desses conhecimentos nas novas gerações, contribuindo para um futuro mais sustentável para os territórios amazônicos.
Fonte: Portal Amazônia