Operação da PF na RioPrevidência gera preocupações para Wilson Lima
A operação 'Compliance Zero' da PF investiga irregularidades de R$ 3,6 bilhões na previdência fluminense, acendendo um alerta para o ex-governador Wilson Lima.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (26) a operação 'Compliance Zero', que investiga a aplicação irregular de R$ 3,6 bilhões da previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro em fundos geridos pelo Banco Master. Este fato trouxe à tona preocupações sobre a situação do ex-governador do Amazonas, Wilson Lima, que é pré-candidato ao Senado.
No Amazonas, a gestão de Lima está sob investigação da PF devido a um esquema de aplicações financeiras suspeitas que somam R$ 390 milhões. Essas operações foram realizadas pela Fundação de Previdência do Estado do Amazonas (Amazonprev) entre junho e setembro de 2024, aumentando a tensão em torno da pré-candidatura do ex-governador.
A operação milionária no Rio de Janeiro e a ambição política de Lima levantam indícios sobre seus verdadeiros interesses ao buscar um cargo no Senado. Caso eleito, ele poderia influenciar decisões em Brasília, favorecendo envolvidos no caso, como o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a realização de mandados de busca e apreensão, com base em indícios que sugerem que Lima teve um papel relevante na facilitação dos aportes da RioPrevidência no Banco Master. Em contrapartida, existem suspeitas de que houve o pagamento de vantagens indevidas a pessoas envolvidas nas operações, que foram realizadas à margem das normas prudenciais do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
A PF também investiga provas obtidas na Operação Sine Consensu, iniciada em março, que identificou cinco operações suspeitas, incluindo as do Banco Master. Ary Renato Vasconcelos de Souza, ex-contador da campanha de Lima e ex-secretário do governo, é um dos responsáveis pela gestão dos fundos na época e pode ser um elo importante na apuração. As aplicações foram consideradas temerárias, sem autorização do Comitê de Investimentos da Amazonprev, resultando em prejuízos significativos após a liquidação do Banco Master.
Fonte: D24AM