Operação Gordura Saturada investiga sócio de microempresa em Manaus
O Gaeco deflagrou a Operação Gordura Saturada em Manaus, com mandados de prisão e busca relacionados a movimentações financeiras suspeitas de até R$ 25 milhões.

Manaus foi palco de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MPAM) nesta quinta-feira, 16 de novembro. A ação, denominada Operação Gordura Saturada, visa o cumprimento de um mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão.
Além das prisões e buscas, a operação também envolve o sequestro de bens e valores que podem chegar a até R$ 25 milhões. A investigação teve início após o Gaeco receber informações sobre saques em espécie de valores excessivos realizados pelo sócio de uma microempresa de bombonas plásticas, que possui um capital social de apenas R$ 30 mil.
Durante a investigação, o MP constatou que uma empresa que presta serviços de publicidade para órgãos públicos estaduais e municipais transferiu quantias milionárias para a microempresa sem que houvesse justificativa formal ou qualquer prestação de serviços que respaldasse essas transações. Essa situação levantou sérias suspeitas sobre a origem dos recursos e a legalidade das operações.
Outra evidência encontrada pelo Ministério Público foi que a empresa destinatária das transferências realizava várias movimentações financeiras, incluindo transferências para outras pessoas físicas e jurídicas. O sócio investigado, por sua vez, estava realizando saques em espécie diretamente em uma instituição financeira, um método que dificulta o rastreamento de recursos que poderiam vir de contratos com a Administração Pública.
Durante a execução dos mandados, foram apreendidos R$ 400 mil e uma arma de fogo. A operação é conduzida por equipes do Gaeco em conjunto com a Polícia Civil do Amazonas (PCAM), e os autos do processo estão tramitando em segredo de justiça, o que impede a divulgação de mais detalhes neste momento.
Fonte: D24AM